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Mundo

UE vê chance de recomeço nas relações com a Sérvia

Ministros das Relações Exteriores reunidos em Bruxelas mostram otimismo com a formação de um governo democrático na Sérvia e defendem aproximação entre a União Européia e o país.

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O presidente Boris Tadic e Ruzica Djindjic, viúva do primeiro-ministro Zoran Djindjic

A União Européia (UE) avaliou que, com o resultado das eleições na Sérvia, há chances de um recomeço nas relações entre o país e o bloco. O chefe da diplomacia européia, Javier Solana, saudou a maioria obtida pelos partidos democráticos nas urnas. "Espero que seja formado um governo que represente as forças pró-européias", afirmou nesta segunda-feira (22/01), durante o encontro de cúpula dos ministros das Relações Exteriores da UE em Bruxelas.

O chefe da diplomacia alemã, Frank Walter-Steinmeier, frisou que "dois terços das cadeiras do Parlamento vão para as forças democráticas" e que essa "deve ser a base de um governo que vai levar o país para a Europa".

O ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, defendeu que a UE "dê um passo em direção à Sérvia. "Caso tenhamos um governo democrático na Sérvia, então a UE também deve dar um passo adiante."

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos, manifestou-se confiante que "as forças democráticas" formarão o governo na Sérvia, apesar de os ultranacionalistas terem obtido a maioria dos votos. "Ter sido o partido mais votado não significa ter ganho", disse. "Para formar governo, é necessário ter maioria", acrescentou.

Segundo estimativas, isoladamente, os ultranacionalistas a maioria das cadeiras no Parlamento (28,5%), mas o novo Executivo deverá ser formado por uma coligação entre o Partido Democrata, do presidente Boris Tadic (22,9% dos votos) e o Partido Democrata da Sérvia, do primeiro-ministro Vojislav Kostunica (17%).

Tribunal de Haia

Os ministros europeus também frisaram a importância de o novo governo cooperar com o Tribunal Penal Internacional (TPI), entregando ao tribunal de Haia o líder militar dos sérvios da Bósnia, Ratko Mladic. A colaboração do governo sérvio com o TPI é a principal exigência da UE para retomar as negociações de ingresso do país no bloco, suspensas desde maio de 2006.

Em relação ao Irã, os 27 ministros presentes ao encontro se mostraram favoráveis à adoção de sanções contra o país. Eles definiram medidas para pôr em prática a resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada em dezembro passado.

Entre as medidas está a proibição da venda de produtos usados na fabricação de foguetes ou de armas nucleares. Pessoas que estejam no comando das atividades nucleares no Irã terão congelados os bens que possuírem na Europa.

Os ministros defenderam ainda que seja negociado um novo tratado de parceria com a Ucrânia, mas descartaram a adesão do país à UE. O objetivo é o fortalecimento dos laços entre a Ucrânia e o bloco e a melhoria da cooperação política. A posição defendida por Alemanha e França, que são contra a ampliação imediata da UE, saiu vitoriosa da reunião.

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