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Mundo

UE tenta evitar guerra entre Índia e Paquistão

A União Européia intensificou os esforços internacionais para evitar uma guerra entre a Índia e o Paquistão, duas potências atômicas que disputam a região de Caxemira.

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Comissário da UE, Chris Patten (dir.) e o ministro indiano do Exterior, Jaswant Singh

Depois de conversas com o governo paquistanês, o comissário de política exterior da UE, Chris Patten, discutiu sobre a situação com o ministro indiano de Relações Exteriores, Jaswant Singh, e o conselheiro de segurança, Brajesh Mishra, em Nova Delhi, nesta quinta-feira (24). Enquanto isso, o Paquistão anunciou testes de mísseis durante vários dias. O ministro da Informação, Anwar Mohmodd, disse que se trata de "mera rotina".

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, telefonou para o presidente paquistanês, Parvez Mushrraf, durante a viagem do presidente George W. Bush pela Europa. Powell qualificou a situação como "muito perigosa". O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, exortou os dois lados à moderação e ofereceu sua ajuda.

Por causa da situação de pé de guerra, a Alemanha e seus parceiros na UE reforçaram as medidas de segurança para as suas representações diplomáticas no Paquistão, conforme anunciou um porta-voz do governo alemão em Berlim. O Ministério de Relações Exteriores ofereceu facilidades para as famílias dos diplomatas alemães deixarem o país. Mas ainda não foi planejada uma retirada dos diplomatas. A Grã-Bretanha já havia anunciado na quarta-feira que iria retirar do Paquistão dois terços de seus diplomatas com todas as famílias, por causa de ameaças de terrorismo.

As Forças Armadas britânicas estariam se preparando para as conseqüências de uma possível confrontação nuclear entre Índia e Paquistão, segundo a edição do jornal londrino Times desta sexta-feira. O primeiro-ministro Tony Blair, avaliou a situação como "extremamente difícil" e disse, numa reunião do gabinete em Londres, que os militares precisavam elaborar um plano de emergência para evacuação dos cidadãos britânicos, segundo o jornal.

Em entrevista à BBC, o comissário europeu Patten disse que a situação entre os dois países é extremamente greve. A Índia acusa o Paquistão de fazer uma guerra na parte indiana de Caxemira, com ajuda de terroristas. O governo paquistanês admitiu até agora apenas que os separatistas teriam dado apoio moral em sua luta justa em Caxemira. O presidente Mushrraf avaliou a situação como "séria" e rejeitou uma retirada unilateral de tropas da linha de demarcação em Caxemira. A Índia concentrou lá 750 mil soldados e o Paquistão 250 mil.

Apesar das tensões, o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, iniciou nesta sexta o que chamou de "férias de trabalho". Depois de uma visita de três dias a Caxemira, ele viajou para o lugar de veraneio Manali, nas montanhas do estado de Himachal Pradesh.