1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

UE tenta acalmar pânico nas bolsas

Ministros das Finanças da União Européia tentam minimizar o significado da atual queda das bolsas de valores. Merkel insiste que Europa é "âncora da estabilidade" na economia mundial.

default

DAX em Frankfurt: queda

Os índices das ações na bolsa de valores continuaram caindo na Alemanha nesta terça-feira (22/01), após as quedas drásticas do dia anterior. Os ministros das Finanças dos países da UE, reunidos em Bruxelas, manifestaram-se contra qualquer espécie de pânico frente a uma possível recessão nos EUA.

O premiê de Luxemburgo e presidente do conselho dos ministros da zona do euro, Jean-Claude Juncker, declarou que os mercados financeiros reagem, no momento, de forma irracional, um "instinto de manada".

Jean-Claude Juncker

Jean-Claude Juncker: crash improvável

No entanto, acentua Juncker, não há risco de um crash nas bolsas, uma vez que a Europa passa por um momento "sensivelmente melhor do que a economia norte-americana". A mesma opinião é dividida pelo presidente do Conselho da UE, Andrej Bajuk, que, entretanto, salientou que os países do bloco estão "realmente preocupados com a situação".

Palavras tranqüilizadoras

Jürgen Stark, do Banco Central Europeu, tentou em entrevista à emissora Deutschlandfunk trazer calma ao mercado. Ele lembrou que a taxa de desemprego caiu no continente, o que leva ao aumento do consumo. "A situação hoje é diferente daquela do início da década, quando vivenciamos uma sensível desaceleração do crescimento econômico", disse Stark.

No entanto, a perspectiva para um futuro próximo não é das melhores, pois a estabilização dos mercados de ações ainda deve demorar um pouco, observa Stark. Grande parte das hipotecas nos EUA vence este ano e terá que ser refinanciada, o que "demanda tempo". Mesmo assim, o especialista não conta com efeitos negativos da conjuntura norte-americana sobre a zona do euro.

Bundesbankpräsident Axel Weber

Axel Weber, presidente do Banco Central Alemão

O presidente do Banco Central Alemão, Axel Weber, apelou ao setor bancário para uma maior transparência em relação à crise financeira. À revista Focus Money, direcionada a investidores, Weber afirmou esperar um relaxamento do mercado no primeiro semestre do ano.

A condição para isso, porém, é que "os bancos parem de esconder o jogo acerca de suas cargas financeiras, como vêm fazendo até agora, e estabeleçam uma maior transparência", aconselhou Weber.

Maior transparência

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, declarou ainda ver a situação da UE sem maiores preocupações, apesar da avalanche de vendas de ações por parte dos investidores nos países do bloco. Segundo ela, não há qualquer sinal de recessão na Alemanha e nem em outros países da UE. "A Europa serve de âncora de estabilidade na economia mundial", afirmou.

Segundo a premiê, o Banco Central Europeu dará continuidade à sua política monetária, independentemente das decisões sobre a política de juros tomadas pela Reserva Federal dos EUA. As medidas para estabilização da conjuntura norte-americana não influem na economia européia, disse Merkel.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que deve se encontrar na próxima semana com a premiê alemã e os chefes de governo do Reino Unido e da Itália, a fim de pressionar os mercados financeiros para que ajam com maior transparência. (sv)

Leia mais