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Mundo

UE suspende oito dos 35 pontos de negociação com a Turquia

A medida, anunciada pelos ministros do Exterior dos 25 países do bloco em Bruxelas, é reação à negativa turca de abrir seus portos e aeroportos ao Chipre. Para Áustria, acordo evita crise política em encontro de cúpula.

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Ministros concordaram também em criar cláusula de revisão

A União Européia anunciou que suspenderá temporariamente oito dos 35 pontos da negociação para a entrada da Turquia no bloco, informou o ministro irlandês do Exterior, Dermot Ahern, após uma reunião com seus colegas de pasta em Bruxelas.

Para a ministra austríaca do Exterior, Ursula Plassnik, tal "desaceleração massiva" das negociações é uma "decisão prudente e razoável", além de evitar que o próximo encontro de cúpula da UE na quinta e sexta-feira próximas seja ofuscado por uma crise política.

Afinal, os países trouxeram cartas distintas à mesa: enquanto Holanda e Grécia exigiam a suspensão de dez itens, Madri e Londres propunham limitar-se ao congelamento de apenas três itens.

Dois lados da moeda

Türkei, Istanbul, Blick auf die Blaue Moschee, Hagia Sophia und Topkapi

Turquia se recusa a abrir portos e aeroportos a mercadorias do Chipre

Além disso, os ministros concordaram em criar uma cláusula de revisão, sem, no entanto, estabelecer o prazo de 18 meses exigido inicialmente pelo Chipre e pela Grécia para que a Turquia abrisse integralmente seus portos e aeroportos a mercadorias cipriotas.

Em vez disso, o novo acordo prevê avaliações anuais entre 2007 e 2009 com base nos relatórios divulgados pela Comissão Européia e que servirão de base para futuras negociações.

A Turquia se nega a permitir o acesso a seus portos e aeroportos a navios e aviões do Chipre – membro da UE desde 2004 –, ao menos enquanto durar o isolamento internacional da parte norte da ilha, sob ocupação turca desde 1974. O ministro turco das Relações Exteriores, Abdullah Gül, apelou aos países-membros da UE que não prejudiquem o processo de transformação atualmente em curso em seu país. Segundo ele, tal aproximação com a Europa exige "enormes mudanças".

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