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Mundo

UE sem consenso sobre uma guerra contra o Iraque

Os ministros de Relações Exteriores da União Européia não conseguiram uma posição conjunta sobre um ataque militar dos EUA ao Iraque, mas também não deram o assunto por encerrado depois de dois dias de discussão.

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Per Stig Moeller: a UE está inquieta com a capacidade da indústria bélica iraquiana

Enquanto principalmente a Grã-Bretanha defendeu pressão militar sobre o ditador Saddam Hussein, a Alemanha e a França advertiram para os riscos incalculáveis de uma guerra. O encontro informal de dois dias dos chefes da diplomacia comum européia, em Helsingör, na Dinamarca, foi encerrado neste sábado (31) com um apelo urgente ao regime iraquiano para permitir acesso imediato de inspetores da ONU para um controle da produção de armas no país. O Iraque é suspeito de possuir armas de destruição em massa.

A UE está inquieta com a capacidade do Iraque de produzir essas armas, disse o ministro Per Stig Moeller, da Dinamarca, país na presidência rotativa da comunidade de 15 países neste semestre. Mas, ao contrário dos EUA e da Grã-Bretanha, que apostam em pressões militares, a UE quer se concentrar em meios diplomáticos em sua política para o Iraque, revelou o ministro alemão Joschka Fischer.

Um ataque militar ao Iraque implica riscos graves, advertiu o político alemão do Partido Verde. O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, avisou há dias que a Alemanha não participará de uma ofensiva militar para derrubar Saddam Hussein, como quer Washington. O ministro da Defesa, Peter Struck, ameaçou até com uma redução da participação alemã na ação internacional antiterror. No caso de uma guerra dos EUA contra o Iraque, Berlim diminuiria seu apoio logístico e contingente na operação "Liberdade Duradoura", deflagrada por Washington depois de 11 de setembro.

Blair arrisca seu cargo

O chefe da diplomacia alemã, Fischer, confirmou que não houve acordo no encontro com seus colegas em Helsingör a respeito de uma ação militar, se o Iraque continuar recusando acesso dos inspetores da ONU aos seus arsenais. O primeiro-ministro britânico, Tony Balir, reafirmou, enquanto isso, seu apoio para a política belicista do presidente dos EUA, George W. Bush, para o Iraque. Durante um vôo para Moçambique, Blair disse que sua posição "não mudou nem um pouquinho". Por isso ele está sob pressão até em seu Partido Trabalhista.

Lorde Healey, um ex-vice-presidente do Labour-Party, advertiu que Blair está arriscando o seu cargo de premiê. "Eu não acredito que ele possa sobreviver a um apoio britânico para um ataque americano ao Iraque contra a vontade da maioria esmagadora da oposição, da opinião pública e do próprio partido", disse o proeminente trabalhista.

Impunidade para americanos

Os ministros da UE também não conseguiram um consenso na questão da impunidade exigida pelos EUA para soldados americanos no Tribunal Penal Internacional. Washington vem pressionando os países candidatos a ingressar na UE para assinarem um acordo bilateral que garanta não extradição de americanos em missões da ONU para a corte internacional, em Haia, criada em julho para julgar genocídio e crimes contra a humanidade.

Para os que falaram do assunto agora em Helsingör é decisivo não alterar o status da corte internacional, revelou o ministro alemão. Mas nem todos os Estados vêm a investida americana como uma violação do tratado internacional de criação da corte, como a Grã-Bretanha e a Itália, por exemplo. Juristas da UE deverão esclarecer a questão na próxima semana.

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