UE se reúne para encontrar solução para a crise da dívida | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 20.10.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

UE se reúne para encontrar solução para a crise da dívida

Maratona de três dias de reuniões em Bruxelas vai avaliar o pagamento de nova parcela bilionária para a Grécia e buscar mecanismos para fortalecer o euro. Violência volta a irromper no segundo dia de protestos em Atenas.

Reunião da UE deverá liberar ajuda à Grécia

Reunião da UE deverá liberar ajuda à Grécia

Se não houver um novo adiamento, a União Europeia (UE) começa nesta sexta-feira (21/10), em Bruxelas, uma maratona de três dias de reuniões para tentar solucionar o seu mais urgente problema: a crise da dívida que afeta alguns dos países-membros e ameaça o euro.

Em discussão estarão a liberação da nova parcela da ajuda bilionária para a Grécia, as exigências de mais capital próprio por parte dos bancos e o fortalecimento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

Se tudo der certo, no domingo, o amplo pacote de medidas para a ampliação do FEEF será discutido, para que ele possa ser aprovado em novo encontro de cúpula dos líderes dos 27 países-membros da UE, no mais tardar até a próxima quarta-feira (26/10), afirmou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, em Berlim. Esse cronograma foi estabelecido pela chefe alemã de governo, Angela Merkel, e pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, em telefonema na noite desta quinta-feira.

Ajuda e bancos

A maratona de reuniões começa com o encontro dos ministros das Finanças da zona do euro, nesta sexta-feira. Eles pretendem aprovar o pagamento da nova parcela de ajuda à Grécia, no valor de 8 bilhões de euros. Ela faz parte do pacote de ajuda de 110 bilhões de euros e deve ser suficiente para o país conseguir pagar suas contas nos próximos meses.

Segundo as agências de notícias DPA e Reuters, o governo grego pode contar com o dinheiro. Os especialistas do Banco Central Europeu (BCE), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia – a chamada troika – constataram que os requisitos necessários foram cumpridos, afirma o relatório final, ao qual as agências tiveram acesso.

Os ministros, liderados pelo luxemburguês Jean-Claude Juncker, vão ainda tentar resolver as divergências sobre a abrangência do FEEF. Trata-se de um mecanismo que permitiria ampliar em várias vezes a capacidade de empréstimo do fundo, hoje em 440 bilhões de euros. Pelo modelo, o FEEF garantiria apenas uma parte do valor dos títulos de um país, e não 100%.

No sábado, as discussões – já com a participação de todos os ministros das Finanças da UE – vão se concentrar em torno das exigências de capital próprio dos bancos europeus. Os ministros deverão decidir que bancos maiores deverão ter uma cota de capital próprio de 9%. No domingo ocorrerá, então, o encontro dos líderes das 27 nações.

Protestos marcaram segundo dia de greves

Protestos marcaram segundo dia de greves

Mais violência na Grécia

Nesta quinta-feira, às vésperas do encontro da UE, a capital da Grécia, Atenas, viveu um segundo dia de protestos e violência. Jovens encapuzados, alguns deles com capacetes de motociclistas, arremessaram pedras e coquetéis molotov contra um grupo de manifestantes comunistas.

Os comunistas revidaram, e os dois lados começaram a arremessar pedras uns contra os outros. Houve pânico entre a multidão, e as forças de segurança usaram novamente gás lacrimogêneo para tentar conter a violência.

A manifestação havia começado de forma pacífica. Em torno de 50 mil pessoas estavam reunidas diante do Parlamento, no segundo dia da greve geral convocada pelos dois maiores sindicatos gregos.

Os deputados devem aprovar na noite desta quinta-feira o pacote de austeridade do governo, que tenta conter o deficit orçamentário do país e cumprir as exigências de ajuste fiscal da UE e do FMI.

AS/dpa/rtr
Revisão. Carlos Albuquerque

Leia mais