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Mundo

UE: só nova eleição resolve crise na Ucrânia

Parlamento Europeu quer repetição do segundo turno da eleição presidencial em Kiev. Javier Solana participa da mediação entre governo e oposição. Berlim considera repetição do pleito única saída para o impasse.

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Yushschenko e Yanukovych aguardam decisão do Supremo

O Parlamento Europeu exige a anulação do segundo turno da eleição presidencial de 21 de novembro na Ucrânia num comunicado divulgado nesta quinta-feira (2/11), sob o argumento de que "houve irregularidade e fraude evidente na contagem dos votos". Ruslan Kniasevic, alto funcionário da comissão eleitoral, denunciou, por exemplo, que um milhão de cédulas falsificadas foram colocadas nas urnas após o fechamento das mesas eleitorais no leste do país.

União Européia faz ameaças O Parlamento Europeu reivindica que a repetição do pleito seja feita com a presença de observadores internacionais, para garantir "abertura e transparência" ao escrutínio. Por outro lado, o documento adverte Kiev contra o uso de violência para com os manifestantes. Caso contrário, ameaçou suspender o tratado de cooperação e parceria entre a União Européia (UE) e a Ucrânia.

As atenções se voltam para a Corte Suprema ucraniana, que analisa a reclamação da oposição de que o resultado da votação foi manipulado. Teoricamente, os juízes têm prazo para anunciar um veredicto até meados da próxima semana, mas espera-se que cheguem a uma conclusão já antes. Tanto o líder oposicionista pró-ocidental Viktor Yushschenko como o primeiro-ministro pró-russo e vencedor contestado das eleições presidenciais, Viktor Yanukovych, questionam o resultado do escrutínio.

Sob mediação do coordenador de Política Externa da União Européia, Javier Solana, ambos haviam decidido na quarta-feira aguardar a conclusão do Supremo antes de prosseguirem suas consultas sobre uma solução para o impasse.

Confira aqui onde fica a Ucrânia no mapa da Europa

Kutschma com Putin em Moscou

O presidente ucraniano, Leonid Kutchma, viajou a Moscou nesta quinta-feira para conversar sobre a crise com o seu colega russo de pasta, Vladimir Putin. No princípio da noite, ele se reuniria com líderes do parlamento e membros do governo.

O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, considera necessárias novas eleições presidenciais na Ucrânia. "Trata-se de apurar o verdadeiro desejo do povo ucraniano, e isso só pode ser atingido com a repetição das eleições", frisou o social-democrata. O resultado de um processo democrático também será aceito na Rússia, assegurou o chefe do governo alemão, referindo-se a um telefonema com Moscou na terça-feira.

"O presidente Putin disse-me que a Rússia está interessada numa solução pacífica e democrática e que a integridade territorial da Ucrânia não está em jogo", prosseguiu Schröder num pronunciamento ao parlamento alemão. Ele acrescentou que o desfecho da crise é decisivo para as relações entre a União Européia e a Ucrânia.

Chances de ingresso na UE

A Comissão Executiva da União Européia sinaliza que não exclui, a longo prazo, o ingresso da Ucrânia no bloco europeu. Afinal, é vizinha da Polônia, que está no bloco desde maio. "Nossa porta está aberta", salientou Emma Udwin, porta-voz da comissária de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, nesta quinta-feira.

Ela aponta, entretanto, que o acordo bilateral de parceria ainda não foi completamente explorado. Além disso, Kiev nunca fez um pedido formal de ingresso no bloco econômico, possibilidade que, aliás, havia sido descartada pela Comissão durante a gestão de Romano Prodi.

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