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Mundo

UE rejeita sugestão maltesa para distribuição de imigrantes ilegais

Impasse na última reunião dos ministros do Interior da União Européia sob presidência alemã. Malta fracassou na sugestão de que os náufragos resgatados em águas territoriais fossem distribuídos pelos 27 países do bloco.

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Ministro maltês adverte que a cada ano morrem 600 refugiados africanos às portas da Europa

O ministro alemão do Interior, Wolfgang Schäuble, que presidiu pela última vez a reunião com seus colegas de pasta da União Européia (a Alemanha preside a UE até final de junho), em Luxemburgo, nesta terça-feira (12/06), apelou para que a pequena ilha de Malta, segundo ele responsável por um amplo território marítimo, não fique isolada com seus problemas. Ao mesmo tempo, ele advertiu que a UE precisa encontrar uma solução para o problema do país.

"É justo que os imigrantes resgatados sejam distribuídos entre os 27 países da União Européia", disse o ministro maltês do Interior, Tonio Borg. Segundo ele, países maiores poderiam acolher mais refugiados do que os menores. A cada ano, morrem pelo menos 600 pessoas no mar entre a Líbia e a União Européia, advertiu.

Promessa de ajuda financeira

A Espanha e a Itália, mas também nações menores como a Eslovênia, rejeitaram a proposta com o argumento de que ela atrai ainda mais imigrantes ilegais. Segundo o ministro italiano Giuliano Amato, a agência de controle de fronteiras Frontex é que deveria zelar para que nenhum barco com refugiados deixe do norte da África.

"Isto no momento não está em debate", salientou a ministra finlandesa para Migração e Assuntos Europeus, Astrid Thors, ao comentar a sugestão de Malta. Segundo ela, a Finlândia acolhe a cada ano 750 refugiados do Irã, Iraque e Síria, assim como casos selecionados pelas Nações Unidas. Por outro lado, alegando "solidariedade", a ministra disse que seu país está disposto a prestar ajuda financeira a Malta.

Schengen com impressões digitais e e fotos

Os ministros decidiram ainda o fim do controle de fronteiras em toda a União Européia no final de 2007. Atualmente, ainda há controles nas fronteiras com os países filiados a partir de maio de 2004. A partir de dezembro de 2008, então, entrará em vigor o complexo Sistema de Informação de Schengen (SIS II), que prevê o arquivamento de impressões digitais e de fotografias.

A área do Tratado de Schengen engloba atualmente 13 países da UE mais a Noruega e a Islândia. O Reino Unido e a Irlanda não fazem parte. Também a Suíça anunciou que pretende aderir ao tratado, talvez já no final de 2008. (rw)

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