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Mundo

UE recorre a países árabes para impedir entrada de refugiados pelo Mediterrâneo

Segundo revista "Der Spiegel", países da União Europeia querem que Egito e Tunísia participem de regaste a barcos de imigrantes no Mediterrâneo. Regatados seriam levados de volta a suas nações de origem.

Alguns países membros da União Europeia (UE) querem impedir que imigrantes vindos do Norte da África sequer cheguem a solo europeu, segundo noticiou a revista alemã Der Spiegelneste sábado (21/03).

De acordo com o semanário, a Itália, Alemanha, França e Espanha planejam acordo com Estados não europeus, como Egito e Tunísia, para que também eles fiquem encarregados no resgate de barcos de refugiados no Mar Mediterrâneo. Por estarem geograficamente mais próximos, esses países poderiam intervir mais rápido e efetivamente, evitando, assim, tragédias humanitárias.

Mas, segundo a Der Spiegel, esse não é o único objetivo dos idealizadores do projeto: as Marinhas do Egito e da Tunísia deverão transportar os resgatados para seus portos. A UE, em contrapartida, se propõe a auxiliar os dois países árabes no repatriamento de imigrantes irregulares.

O documento a que a revista teve acesso não revela como esse processo deve ocorrer na prática. O texto reforça, no entanto, que esse tipo de ação produziria "um efeito real de dissuasão".

O número de imigrantes que tentaram a travessia do Mediterrâneo para chegar à Europa bateu recorde no ano passado. Segundo a ONU, cerca de 207 mil pessoas fizeram o trajeto, e mais de 3.400 morreram na tentativa.

CN/otr/kna

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