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Economia

UE reconhecerá a Rússia como economia de mercado

Romano Prodi anunciou em Moscou a intenção de reconhecer à Rússia o "status" de economia de mercado, facilitando ao antigo país comunista a filiação à OMC.

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O presidente russo Putin (d.) e o atual presidente da UE, José Maria Aznar, em Moscou

Mais de uma década após a derrocada do império soviético, a União Européia pretende reconhecer oficialmente a Rússia como um país de economia de mercado. Isto foi anunciado pelo presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, durante o nono encontro de consultações entre a UE e o governo russo, nesta quarta-feira (29) em Moscou. A necessária mudança nos regulamentos legais de comércio exterior da União Européia deverá ser processada já nos próximos meses.

O reconhecimento como economia de mercado poupará aos exportadores russos inúmeros processos por suspeita de dumping, além de abrir à Rússia o caminho para a sua admissão na Organização Mundial do Comércio (OMC). Entre as grandes economias mundiais, somente a Rússia e a Arábia Saudita não fazem parte da OMC. O reconhecimento da economia russa como economia de mercado foi uma das principais reivindicações apresentadas por Moscou no encontro.

Romano Prodi louvou a conferência de cúpula de Moscou como um "marco de progresso na criação de um espaço econômico unificado entre a Rússia e a União Européia". E ressaltou: "O que nós prometemos, será cumprido."

Comércio bilateral

Em 2001, o comércio entre a União Européia e a Rússia aumentou 26,9%, em comparação ao ano anterior, atingindo um volume de 82,1 bilhões de euros. Atualmente, 35% das exportações russas destinam-se aos países da UE. Após a planejada ampliação da União Européia para o Leste, cerca de 50% das exportações russas terão países-membros da UE como destino final. Por outro lado, a Rússia constitui o sexto maior mercado de exportação para a União Européia.

Moscou e Bruxelas anunciaram também o interesse em ampliar a cooperação no setor de energia. Os fornecimentos da Rússia já cobrem um quinto do consumo de petróleo e de gás dos países da União Européia. A declaração conjunta afirma: "O mercado energético da UE deverá tornar-se o maior e mais denso mercado mundial integrado e a Rússia tem o direito de acesso a ele."

Outros temas tratados na conferência de cúpula foram a segurança dos reatores nucleares, assim como a situação da região russa de Kaliningrado, que ficará rodeada por países-membros da UE, após a expansão para o Leste. Além do presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, participaram da conferência de Moscou também o atual presidente do Conselho da UE – o primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar - , assim como o coordenador da Política Externa e de Segurança Comum da União Européia (PESC), Javier Solana, e vários comissários europeus.