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Mundo

UE reconhece parcialmente nova coalizão de oposição síria

Ministros do Exterior da União Europeia evitaram definir nova coalizão de oposição síria como representante do país. Anúncio de criação de aliança de oposição alternativa expõe divisão entre forças contrárias a Assad.

Ministros do Exterior da União Europeia (UE) reconheceram parcialmente a nova coalizão de oposição síria em uma reunião em Bruxelas na segunda-feira, mas não chegaram a dar o mesmo reconhecimento pleno ao grupo, como a França, que definiu aliança como representante do país. Nesta terça-feira (20/11), forças oposicionistas na Síria divulgaram a intenção de fundar uma organização alternativa, expondo a divisão entre os adversários do governo Assad.

A recém-formada Coalizão Nacional Síria foi classificada pela União Europeia como representante das esperanças do povo, mas não do povo, o que os diplomatas em Bruxelas descreveram como uma formulação de consenso. "A UE os considera representantes legítimos das aspirações do povo sírio", diz a declaração. "Este acordo representa um passo importante para a necessária unidade da oposição síria".

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, afirmou que o bloco fez uma escolha de palavras com a qual ela "se sente extremamente confortável". "Eu não subestimaria a força desta formulação", observou Ashton. "Inclusão é importante, para que todos na Síria possam sentir que o futuro pertence a eles e que eles têm um lugar nele."

Representantes de 14 grupos de oposição da Síria e no exílio fundaram a Coalizão Nacional em 11 de novembro, após longas negociações em Doha, capital do Catar. Além dos seis países do Golfo e da Turquia, França e Itália foram os primeiros membros da UE a reconhecer o grupo como representante do povo sírio, enquanto a Liga Árabe denominou a aliança uma "legítima representante da oposição síria".

Pressão da França

Francois Hollande Ahmed Muas al-Chatib 17.11.2012

Hollande com líder da oposição síria Ahmad Moaz Al-Khatib

O ministro francês do Exterior, Laurent Fabius, pressionou pelo reconhecimento pleno da oposição, depois que Paris classificou a nova coalizão como "a única representante do povo sírio e, portanto, como o futuro governo provisório de uma Síria democrática".

A escolha de palavras da UE foi semelhante à do presidente dos EUA, Barack Obama, que definiu o novo grupo de oposição como "um representante legítimo" do povo sírio, mas não como um "governo sírio no exílio".

Os ministros da UE confirmaram a intenção de aumentar a ajuda humanitária para refugiados na Síria, apontando para uma "deterioração da situação humanitária e a aproximação do inverno".

Outra questão que dividiu os ministros diz respeito a um possível fim do embargo de armas imposto à Síria, a fim de fornecer armamentos aos combatentes rebeldes, assunto que não foi incluído na declaração final.

"Isso não faz parte do debate atual", disse o ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, quando questionado sobre a possibilidade de fornecer armamentos à oposição. "Por enquanto, o que importa é que a unificação da oposição sob uma plataforma única prove ser de longa duração."

A formação da Coalizão Nacional Síria se deu em meio à pressão internacional para que grupos dissidentes demonstrem capacidade de trabalhar em conjunto.

Oposição ainda dividida

Enquanto isso, 12 grupos de oposição de tendência secular anunciaram um encontro no Cairo na sexta-feira para formar uma aliança "das forças que acreditam em liberdade, democracia e numa sociedade civil tolerante", segundo informou nesta terça-feira o site oposicionista All4Syria.

Um dia antes, brigadas rebeldes da província de Alepo haviam declarado que rejeitam a nova coalizão de oposição, afirmando terem como objetivo o estabelecimento um "Estado islâmico justo". Entre as brigadas que apoiam a declaração, está a frente extremista islâmica Al-Nusra.

MD/afp/dpa/rtr/afp
Revisão: Francis França

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