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Mundo

UE reúne-se pela última vez antes da presidência alemã

Consenso no encontro trimestral dos chefes de Estado e governo da União Européia em Bruxelas. Na pauta, o conflito com a Turquia, a expansão do bloco e uma lista de tarefas para a nova presidência.

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A partir da 2007, Romênia e Bulgária ingressam na UE

Nestas quinta e sexta-feira (14 e 15/12), os chefes de Estado e de governo dos 25 países-membros da União Européia estarão reunidos, em Bruxelas, para discutir a segurança interna e a expansão do bloco.

Esta reunião trimestral é, normalmente, uma oportunidade para os países-membros debaterem seus pontos de divergência. Desta vez, entretanto, o que poderia se tornar um dos principais pontos de conflito – a admissão da Turquia na UE – está resolvido antes mesmo do início do encontro.

Para a chanceler federal alemã Angela Merkel, a última reunião de cúpula do bloco sob presidência finlandesa oferece uma boa plataforma para a presidência alemã do Conselho da União Européia em 2007.

Reunião confirmará decisão dos ministros

Symbolbild EU Türkei Fagge in Istanbul

Ingresso da Turquia somente nos próximos anos

A decisão da entrada da Turquia na UE deverá ser adiada para os próximos anos. O encontro deverá ratificar a suspensão de oito dos 35 pontos de negociação, anunciada no início da semana em Bruxelas.

A medida é uma reação à recusa da Turquia de abrir seus portos e aeroportos a Chipre. Neste contexto, alguns passos deverão ser iniciados, entretanto, no encontro que se inicia na quinta-feira (14/12).

Já no primeiro encontro de ministros de Relações Exteriores, a se realizar em janeiro de 2007 sob a presidência de Frank-Walter Steinmeier, Chipre deverá concordar com a liberação de verbas da UE para o norte da ilha. Mais tarde, deverá cair o veto cipriota contra um comércio direto, o que deverá trazer alívio ao conflito.

Último encontro sem Romênia e Bulgária

Galerie EU Erweiterung Plakat

Para Barroso, a UE deve se consolidar, mas não deve se fechar

A reunião de cúpula da UE desta semana é a última em que não estarão presentes Romênia e Bulgária. Após a adesão desses dois países, em janeiro de 2007, a União Européia fechará por enquanto as portas para o Leste europeu.

José Manuel Barroso, presidente da Comissão da União Européia, advertiu os países-membros para uma política de ampliação restritiva.

Após o ingresso de Romênia e Bulgária, deverá haver uma fase de consolidação do bloco, afirmou Barroso. Ele salientou, todavia, que "isto não deve servir de desculpas para se fechar a porta da UE". Neste contexto, Barroso referiu-se, na rede de TV pública ZDF, abertamente à Croácia e aos países do oeste dos Bálcãs.

Para a presidência alemã do Conselho da União Européia, durante o primeiro semestre de 2007, Barroso declarou esperar um "avanço" para a resolução do problema da Constituição européia.

Declaração final de tarefas

Em sua declaração final de 20 páginas, a reunião de cúpula deverá também entregar tarefas à nova presidência. Entre outras, o governo alemão deverá receber um mandato para o desenvolvimento de uma estratégia para a Ásia Central.

O significado da região se dá pelas suas reservas energéticas e por sua proximidade com o Irã e o Afeganistão. O combate à imigração ilegal e a política energética também fazem parte da lista de tarefas.

Um programa de ação para uma política energética comum deverá ser votado já no encontro a se realizar em março próximo, o primeiro sob a presidência de Merkel. A chanceler também deverá receber o apoio do grêmio para sua intenção de priorizar o combate às mudanças climáticas.

Merkel apresenta seus planos constitucionais

Matti Vanhanen Ministerpräsident Finnland

Premiê finlandês Matti Vanhanen passará a presidência da UE a Angela Merkel

No debate sobre a esquecida Constituição européia, o primeiro-ministro finlandês Matti Vanhanen relatará sobre as possibilidades que vê para um novo começo. Segundo um porta-voz do governo em Berlim, Merkel apresentará os planos alemães para a continuidade do debate.

Durante sua presidência da UE em 2007, o governo alemão quer dar um novo impulso ao processo constitucional europeu, que se encontra parado desde a negativa dos franceses e dos holandeses.

Para a reunião de cúpula da UE em junho de 2007, a Alemanha quer apresentar uma proposta que garanta a essência da Constituição. O texto deverá ser ratificado até 2009. "Uma Constituição 'light' não deverá sair como resultado da presidência alemã", declarou o porta-voz em Berlim.

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