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Economia

UE quer restringir propaganda de alimentos

Depois de proibir a propaganda de cigarros, a União Européia lançou propostas para regulamentar os apelos publicitários e mensagens enganosas das embalagens de produtos alimentícios.

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David Byrne, Comissário Europeu da Saúde e Defesa dos Consumidores

Responsável pela Saúde e Defesa dos Consumidores, o comissário europeu David Byrne fez novas propostas que, se aprovadas, irão revolucionar o comércio de produtos alimentícios na União Européia.

A maioria dos apelos publicitários estampados nas embalagens terão simplesmente de desaparecer. São por exemplo expressões do tipo "sem açúcar", "sem sal", "sem gordura", "faz emagrecer", "mantém jovem", "elimina o estresse", "melhora a memória", etc.

Ao todo, há 24 expressões na lista divulgada pela UE que só poderão ser estampadas se for estritamente comprovado, do ponto de vista científico, que elas correspondem a uma função do alimento.

Por exemplo: uma bala só poderá estampar o mensagem de "sem açúcar" se contiver no máximo 0,5 grama de açúcar por 100 gramas; um biscoito "sem gordura" poderá ter no máximo 3 gramas de gordura por 100 gramas; para ser "pobre em calorias", um alimento terá de ter no máximo 40 calorias por 100 gramas. E assim por diante.

Protestos dos publicitários

É óbvio que essas restrições afetarão diretamente o faturamento das agências de publicidade, que já começaram a protestar. Volker Nickel, gerente da Federação Alemã do Setor Publicitário, disse que a União Européia quer centralizar a vida dos cidadãos, impondo uma volta à "economia do tipo socialista".

A restrição à publicidade representa, segundo Nickel, um perigo à concorrência e à liberdade de imprensa. Ela causaria prejuízos a um setor que movimenta anualmente cerca de 4,5 bilhões de euros na Alemanha.

Apoio dos consumidores

Ao contrário dos publicitários, as centrais alemãs dos consumidores defendem a iniciativa da União Européia. Finalmente, após vários anos de controvérsia, cria-se uma situação de clareza e verdade para os consumidores de produtos alimentícios, é o que dizem as associações.

Por outro lado, a UE se defende das críticas de que estaria freando a criatividade dos publicitários. As novas diretrizes visam proibir apenas as informações relativas à saúde que não são claras e não podem ser comprovadas cientificamente.

É proibido dizer: "faz a criança feliz"

Uma das mais maiores e mais tradicionais indústrias alemãs de balas - a Haribo - já está pensando em novas estratégias para driblar as determinações da UE. Desde 1930 que os ursinhos de goma e outros produtos da empresa são vendidos sob o slogan "Haribo macht Kinder froh" (Haribo faz a criança feliz).

Para não alterar este slogan, a Haribo pensou em lançar um estudo científico para comprovar que o açúcar causa uma sensação de felicidade. Mas parece que nem assim seria possível manter o apelo publicitário, pois segundo um porta-voz da UE "a felicidade não é nenhuma função do corpo".

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