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Economia

UE quer fim do protecionismo às peças originais

Comissão da União Européia quer liberalizar mercado de autopeças. Preços devem baixar de 6% a 10%. Decisão requer ratificação dos membros do bloco e do Parlamento Europeu.

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Autopeças alemãs têm design protegido

O projeto de diretriz aprovado nesta terça-feira (14/9) pelo órgão executivo da União Européia fará com que a maioria das peças de reposição nos automóveis se torne mais barata. Por sugestão do comissário de Mercado Interno, Frits Bolkestein, a Comissão Executiva da União Européia (EU) decidiu restringir a proteção ao design de peças visíveis nos automóveis, que até agora vinha impedindo a sua reprodução pela concorrência.

A comissão calcula que a liberalização desta fatia de mercado represente uma economia de 6% a 10% para o consumidor. A sugestão ainda precisa ser ratificada pelo Conselho de Ministros e o Parlamento Europeu. Devido ao forte lobby da indústria automobilística alemã, espera-se a resistência de Berlim ao projeto.

Mercado livre em nove países — Trata-se de um mercado altamente lucrativo. Segundo o ADAC, o maior automóvel clube alemão, ele representa um volume de 2,5 bilhões de euro ao ano somente na Alemanha. Até o momento, o mercado de peças de reposição está liberalizado em nove países da União Européia.

Na Alemanha e na França, todavia, a indústria automobilística havia conseguido a proteção ao seu design, garantindo o monopólio do mercado de autopeças visíveis, como pára-lamas, pára-choques e faróis ou espelhos retrovisores externos.

"O projeto representa uma economia de milhões nos consertos de automóveis", afirmou o conde Alexander von Lambsdorff, deputado alemão no Parlamento Europeu. Segundo o deputado democrata-cristão Christoph Konrad, 40% do lucro líquido da indústria automobilística deve-se à venda de autopeças.

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