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Mundo

UE quer enviar observadores ao Oriente Médio

Cúpula européia deverá aprovar uma resolução exigindo envio de observadores ao Oriente Médio, fim da ocupação e da violência excessiva de Israel, bem como apoiando a criação do Estado palestino.

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Presidentes da UE, Jose Maria Aznar (d), e da Comissão Européia, Romano Prodi.

A União Européia quer participar de missões de observadores para desativar o conflito no Oriente Médio. Esta é a proposta da Espanha no encontro dos chefes de Estado e de governo da UE, em Barcelona. No documento sugerido pelo país que ocupa a presidência rotativa da comunidade, a cúpula européia confirma sua crença numa convivência pacífica entre israelenses e palestinos à base de dois Estados independentes. Isto significa apoio à criação do Estado palestino.

Pelo projeto de resolução, a UE deve juntamente com Israel, a Autoridade Nacional Palestina (ANP), os países da região, Estados Unidos e Rússia encontrar uma solução para o conflito, com base nas resoluções da ONU. A meta deve ser o fim das ocupações israelenses e dois Estados – Israel e Palestina. O Conselho de Segurança da ONU aprovou, na terça-feira passada, uma primeira resolução que cita o Estado "Palestina".

Na resolução que deverão aprovar na cimeira de dois dias iniciada nesta sexta-feira, os chefes de Estado e de governo da UE advertem que, independente do direito de combater o terrorismo, Israel deve também parar com as execuções sem processo judicial, respeitar o direito internacional e suspender o bloqueio de suas fronteiras. Numa alusão à detenção do presidente Yassir Arafat nos territórios palestinos, o projeto de resolução exige o fim da proibição de viagens.

Por meio de sua resolução, os líderes europeus deverão também advertir Israel que o uso de violência excessiva e de uma política mais dura contra os palestinos gera reações ainda mais violentas. Isto não garante nem justifica a segurança de Israel, diz o documento.