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Mundo

UE quer combater o novo anti-semitismo

Simpósio sobre Anti-semitismo reuniu em Bruxelas políticos israelenses e europeus e representantes judaicos. É grande a disposição de combater o recrudescimento dessa tendência perniciosa, que permitiu o Holocausto.

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Participantes do simpósio, na capital belga

Os judeus da Europa têm motivos para temer ataques verbais e físicos. Por isso, a União Européia não pode se omitir, quando extremistas de direita, islamistas, ou mesmo intelectuais de esquerda tratarem os judeus com desprezo. Com palavras contundentes, Elli Wiesel enfatizou a importância do Simpósio da UE sobre o Anti-semitismo, realizado nesta quinta-feira (19) em Bruxelas. Sobrevivente do Holocausto, Wiesel é Prêmio Nobel da Paz e representante de diversas organizações judaicas.

Segundo a vice-presidente do Conselho Central Judaico na Alemanha, Charlotte Knobloch, o novo anti-semitismo tem origens diversas. Na França, Bélgica e Reino Unido, ele parte dos imigrantes muçulmanos, enquanto na Alemanha é desencadeado sobretudo por políticos irresponsáveis, que se utilizam de clichês contra os judeus. Um exemplo seria o falecido Jürgen Möllemann, do Partido Liberal.

O ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, que acaba de voltar de uma visita a Israel, convocou os europeus a resistirem às tendências anti-semitas. A democracia alemã, especificamente, não pode funcionar se não proteger todas as minorias. Para o ministro, simpósios como o presente só têm relevância se "trouxerem conseqüências práticas para o dia-a-dia nos países membros".

Bastião contra o preconceito

Consenso entre os participantes é que o novo anti-semitismo na Europa seria um subproduto do acirramento do conflito no Oriente Médio. Segundo Fischer, a paz entre Israel e o Estado palestino é uma tarefa urgente, assim como oferecer perspectivas à juventude radicalizada dos países árabes. O ministro israelense para a Diáspora e Jerusalém, Nathan Sharansky, considera legítimas as críticas à política de seu país, porém não admite que se questione o direito de existência de Israel.

O presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, rebateu as acusações do Congresso Judaico Europeu de que a UE estaria decididamente do lado dos palestinos. Ele prometeu medidas contra o anti-semitismo, incluindo maior cooperação entre as diferentes comissões da UE.

Porém não há como comparar a atual situação dos judeus na Europa com a das décadas de 1930 e 1940, assegurou Prodi, já que a face política do continente seria totalmente outra. "Nossos valores fundamentais, nossa diversidade cultural e natureza multiétnica constituem um bastião contra o anti-semitismo e novas formas de preconceito", garantiu o presidente da Comissão Européia.

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