UE promete ajuda estatal imediata a companhias aéreas europeias | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 19.04.2010
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Mundo

UE promete ajuda estatal imediata a companhias aéreas europeias

Após críticas do setor de transporte aéreo, União Europeia quer possibilitar ajuda imediata a companhias afetadas pela interdição de voos na Europa. Na Alemanha, primeiros aviões decolam com permissão especial.

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Prejuízo para empresas é de 150 milhões diários

Cinco dias após ter sido decretada a proibição de voo, a Comissão Europeia anunciou, nesta segunda-feira (19/04), que facilitaria ajuda imediata às empresas aéreas. Segundo a Comissão, a nuvem de cinzas vulcânicas causou às companhias de aviação danos maiores que os ocasionados pelos atentados de 11 de setembro de 2001.

"Os efeitos superam em muito as consequências de então", explicou o comissário europeu de Transportes, Slim Kallas, nesta segunda-feira em Bruxelas. O comissário afirmou não dispor de números precisos até a próxima semana. Ele prometeu se empenhar pela reabertura do espaço aéreo.

Kallas confirmou que Bruxelas atuará de forma semelhante a 2001. A ajuda irá se restringir, entretanto, aos efeitos imediatos da nuvem de cinzas vulcânicas. Além disso, o auxílio virá dos próprios países-membros. "Não deverá haver um pacote central da União Europeia para salvar as empresas aéreas", disse o comissário.

Prejuízo bilionário

A companhia aérea britânica British Airways foi a primeira a clamar por ajuda da União Europeia (UE) ou do próprio governo em Londres. David Henderson, porta-voz da Associação Europeia de Empresas Aéreas (AEA), afirmou que o prejuízo diário das empresas do setor gira em torno dos 150 milhões de euros. "A maioria das companhias aéreas europeias não estão ganhando nada no momento", explicou.

A Federação dos Aeroportos Alemães (ADV) declarou que as perdas, somente dos aeroportos alemães, são de aproximadamente 10 milhões de euros por dia. A Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio calcula em 1 bilhão de euros o prejuízo diário para o setor de exportação.

Segundo o comissário Kallas, até esta segunda-feira 80% dos aeroportos europeus ainda estavam fechados. Ele calcula que uma normalização do tráfego aéreo deverá demorar ainda três a quatro dias.

As empresas aéreas requerem a suspensão, o mais breve possível, da restrição de voo. Kallas rebateu críticas das companhias quanto ao bloqueio aéreo. "Não deve haver meio-termo quando se trata da segurança dos passageiros", explicou Slim Kallas..

Vulkan / Flugverbot / Flugverkehr / NO-FLASH

Atividade vulcânica diminui, dizem meteorologistas

Primeiros voos

Oficialmente, os aeroportos alemães continuarão fechados pelo menos até as 2h00 da madrugada desta terça-feira. Algumas companhias aéreas, todavia, receberam permissão especial para voar. Na tarde desta segunda-feira, pousou em Munique o primeiro avião da companhia aérea alemã Air Berlin, trazendo de volta turistas que estavam na ilha espanhola de Maiorca.

Segundo um porta-voz da Lufthansa, a permissão especial obriga os pilotos a "voos visuais controlados", possíveis devido ao bom tempo. A Lufthansa pretende resgatar 15 mil passageiros e 50 aeronaves provenientes da Ásia, América do Norte e África. O pouso dos aviões está sendo esperado para esta terça-feira nos aeroportos de Frankfurt, Munique e Düsseldorf, informou a companhia.

Enquanto isso, segundo meteorologistas, a atividade do vulcão na Islândia enfraqueceu e as cinzas não se elevam mais a alturas em que poderiam por em risco a segurança dos passageiros. O ministro britânico dos Transportes, Andrew Adonis, se referiu a uma "drástica diminuição da atividade vulcânica".

CA/apn/dpa

Revisão: Simone Lopes

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