UE proíbe membros do governo Assad de entrar na Europa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.05.2011
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Mundo

UE proíbe membros do governo Assad de entrar na Europa

Medidas aprovadas pela União Europeia contra governo sírio incluem embargo de armas, congelamento de bens e proibição de entrada na UE para membros do governo, inclusive parentes próximos de Bashar al-Assad.

Syrian President Bashar al-Assad, right, his brother Maher, centre, and brother-in-law Major General Assef Shawkat, left, stand during the funeral of late president Hafez al-Assad in Damascus on June 13, 2000. Syria is considering a U.N. request to interview six top officials about the slaying of a former Lebanese leader, a Foreign Ministry official said Monday, while declining to disclose the identities of the people that the U.N. investigators want to question except that they want to see Gen. Assef Shawkat, the brother-in-law of Syrian President Assad, among others. (AP Photo)

Bashar al-Assad (d.) e seu irmão Maher (c.)

Devido ao procedimento brutal contra os manifestantes que protestam contra o regime Assad, o Conselho de Ministros da União Europeia (UE) aprovou a aplicação de um embargo de armas contra Damasco, assim como de sanções contra 13 representantes do governo local.

Segundo a decisão publicada nesta terça-feira (10/05), as medidas incluem a proibição de ingresso na UE para parentes próximos do presidente Bashar al-Assad e o congelamento de seus bens. O irmão mais novo do presidente, Maher al-Assad, e seu primo Rami Makhluf estão entre as pessoas visadas.

Maher al-Assad, chefe da Guarda Republicana, é considerado a segunda pessoa mais poderosa do país. Makhluf é proprietário da maior empresa de telefonia móvel da Síria, Syritel, além de diversas firmas de petróleo e de construção. Ele está entre as pessoas mais influentes da Síria e, segundo a UE, financia a repressão da oposição.

Assad na mira

Ainda na segunda-feira, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, declarara que, caso o governo sírio não cessasse a violência contra os manifestantes, as sanções poderiam ser estendidas para o "mais alto nível de liderança". Ou seja: atingir o próprio Assad.

Segundo informações do Ministério do Exterior da França, Paris quer fazer pressão para que as sanções também sejam aplicadas contra o presidente sírio. Caso contrário, a UE corre o risco de se tornar uma testemunha passiva e impotente, declarou um porta-voz do órgão francês.

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, afirmou que, a princípio, as sanções aplicadas não se dirigiam contra o presidente Assad. O político liberal saudou as sanções da UE, considerando-as apenas um "primeiro passo".

As atuais medidas foram aprovadas na última sexta-feira, entrando em vigor nesta terça-feira. Segundo dados de ativistas de direitos humanos, desde o início dos protestos na Síria, em 18 de março último, foram mortos 631 civis e mais de 120 membros das forças de segurança.

Presos e sequestrados

O regime Assad se demonstrou indiferente às medidas punitivas. Nesta terça-feira, as forças de segurança deram continuidade à onda de detenções em grande escala iniciada há alguns dias. Centenas de mulheres protestaram contra as prisões na cidade portuária de Banias, exigindo a libertação de todos os prisioneiros.

Durante a noite, cerca de 200 pessoas foram ao centro de Damasco protestar contra a "ocupação" de diversas cidades sírias pelos militares. O protesto foi dissipado pelas forças de segurança, que prenderam diversos manifestantes.

Nos últimos dias, as tropas do governo avançaram com tanques de guerra sobre vários subúrbios de Damasco, como também sobre Homs, Banias e Deraa. Sua função é dar cobertura à grande onda de detenções por parte da polícia e dos serviços de inteligência.

Segundo informações de ativistas de direitos humanos, até agora, cerca de 8 mil pessoas foram presas ou sequestradas pelas forças de segurança de Assad, desde o início dos protestos.

CA/dpa/rtr/afp
Revisão: Augusto Valente

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