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UE pretende reforçar controle de fronteiras externas

Em Bruxelas, ministros europeus do Interior e da Justiça concordam com proposta de estender medidas de segurança mais rigorosas a cidadãos europeus. Comissão Europeia deve apresentar propostas ainda este ano.

Em reposta aos ataques em Paris, que deixaram 130 mortos há uma semana, os ministros do Interior e da Justiça dos países da União Europeia (UE) concordaram nesta sexta-feira (20/11) em realizar controles mais rigorosos nas fronteiras externas do bloco, inclusive com cidadãos europeus.

"Temos que ser implacáveis em nossa determinação, precisamos acelerar nossa ação, caso contrário a Europa perderá seu caminho", declarou o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, em Bruxelas, após a reunião emergencial convocada por Paris em decorrência dos atentados.

Os ministros do bloco aceitaram, ainda, agilizar a nova legislação sobre o compartilhamento de dados de passageiros aéreos e o controle do tráfico de armas. "Precisamos agir firmemente, com rapidez e com força", ressaltou Cazeneuve.

Atualmente, ao entrar ou sair da União Europeia, os cidadãos dos 26 países do Espaço de Schengen – de livre circulação entre membros – têm seus passaportes controlados apenas visualmente por autoridades. A nova proposta prevê que os documentos sejam checados sistematicamente em bancos de dados criminais e de segurança.

De acordo com Cazeneuve, a Comissão Europeia deve apresentar até o fim do ano propostas para melhorar a segurança do Acordo de Schengen, incluindo controles mais rigorosos nas fronteiras externas.

Serviço secreto europeu

Além dessas medidas, o comissário europeu para Migração, Assuntos Internos e Cidadania, Dimitris Avramopoulos, anunciou que a Comissão Europeia proporá a criação de um serviço de inteligência europeu. "Acredito que este é o momento de dar um passo adiante e criar as bases para uma agência de inteligência europeia."

A controversa proposta já fora levantada por alguns políticos, no entanto alguns governos a consideram um passo longe demais, em consideração à soberania nacional nas questões de segurança.

A Alemanha já se colocou contra o projeto. "Não imagino que estamos prontos para abrir mão das nossas soberanias nacionais. Devemos nos concentrar em melhorar a troca de informações entre as instituições existentes, isso é um ganho real em segurança", sugeriu o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière.

CN/rtr/afp/dpa

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