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Economia

UE planeja medidas para proteger mercado de aço

A Comissão Européia estuda medidas para taxar o aço que não conseguir entrar no mercado americano. Ele poderá fazer concorrência às siderúrgicas européias.

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Tubos de aço na siderúrgica britânica de Wednesfield

A União Européia pretende reagir às sobretaxas de até 30% que os Estados Unidos vão impor sobre importações de aço a partir de 20 de março. Poucos dias depois, a UE poderá adotar restrições para proteger seu mercado do "aço excedente", que não conseguirá mais entrar nos EUA, disseram fontes de Bruxelas. A Comissão Européia apresentou nesta terça-feira suas propostas aos países membros.

"Não é nossa intenção fechar o nosso mercado", expôs o comissário do Comércio, Pascal Lamy. Quem já costumava exportar aço para a União Européia não será afetado pelas restrições. A UE marcou novas reuniões no fim de semana e na próxima semana para definir as medidas, que poderão ser decretadas a seguir.

Uma guerra com três frentes de batalha - A União Européia recorre a uma estratégia tríplice no novo conflito comercial com os Estados Unidos. Além das medidas de salvaguarda, a Comissão entrou com uma queixa perante a Organização Mundial do Comércio. Mas como a OMC sempre concede um prazo de 60 dias para que as partes procurem chegar a um acordo, também solicitou negociações com Washington. Inclusive já havia sugerido compensações para outros produtos, no montante das exportações de aço afetadas pelas sobretaxas. Até agora os europeus não receberam resposta dos EUA. Em última hipótese, a Comissão poderá dificultar o acesso de produtos americanos ao mercado comum europeu. "No entanto, ainda não chegamos a esse ponto", disse um porta-voz.

Sistema de quotas - Fontes ligadas às siderúrgicas alemãs disseram que poderá ser adotado um sistema de quotas para todos os exportadores de aço à UE. As quotas seriam a média do que eles exportaram nos três últimos anos. O que exceder essa quantia, estará sujeito a sobretaxas. Em círculos da União Européia não se exclui que as sobretaxas européias possam ser até mais altas do que as americanas.

A Federação Alemã do Comércio Exterior (BGA) advertiu para a escalada do conflito. É preciso evitar que ele prejudique o livre comércio mundial como um todo, disse seu presidente, Anton Börner, em Berlim. "Justamente em épocas de conjuntura fraca é preciso que as fronteiras permaneçam abertas para o comércio mundial", observou. Börner exigiu flexibilidade dos EUA e uma reação moderada da União Européia. A UE, na sua opinião, deveria procurar resolver o conflito na comissão de arbitragem da OMC.