UE nega ajuda econômica imediata à Grécia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.02.2010
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Mundo

UE nega ajuda econômica imediata à Grécia

Só em último caso líderes da UE concederiam auxílio financeiro à Grécia. Por enquanto, Atenas pode contar apenas com 'apoio político' do bloco. Mercados financeiros reagem mal à notícia, e o euro volta a cair.

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Barroso, Rompuy, Papandreou e Sarkozy na cúpula da UE em Bruxelas

A Grécia não receberá, em um primeiro momento, ajuda financeira da União Europeia. Embora a cúpula extraordinária da UE realizada nesta quinta-feira (11/02), em Bruxelas, não tenha descartado um futuro pacote de ajuda ao país altamente endividado, nada de imediato foi prometido a Atenas. Os mercados financeiros reagiram mal à notícia, e o euro voltou a despencar.

No encontro realizado para discutir a crise orçamentária grega e o rumo da política econômica europeia nos próximos anos, o presidente da UE, Herman Van Rompuy, ressalvou que os países da zona do euro estão prontos para socorrer a Grécia, caso a ajuda seja solicitada por Atenas.

"Os membros da zona do euro tomarão medidas enérgicas e coordenadas, se necessário, para garantir a estabilidade na zona do euro", disse Van Rompuy. O presidente da UE sublinhou, entretanto, que a Grécia não formalizou nenhum pedido de ajuda.

Declaração política

"A Grécia não nos cobrou hoje dinheiro algum", assegurou também a chanceler Angela Merkel. "Fizemos uma declaração de teor político e dissemos que a UE está do lado da Grécia", acrescentou Merkel. Para o presidente francês Nicolas Sarkozy, os membros da EU teriam "obrigação de apoiar" a Grécia.

Rompuy observou que os países da zona do euro concordaram em lançar mão de ajuda econômica, caso o déficit orçamentário grego ameace a estabilidade nos mercados financeiros. Os ministros europeus das Finanças devem se reunir na próxima terça-feira, em Bruxelas, para discutir as condições a serem impostas à Grécia.

Em março, deve ocorrer uma análise do programa grego de corte de despesas através da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu, com apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI). O presidente francês afirmou que a UE irá controlar mensalmente o regime grego de controle de gastos.

Resistência massiva

Na Grécia, já está sendo formada uma resistência de massa contra os cortes orçamentários anunciados pelo presidente Papandreou. Uma greve nacional paralisou na quarta-feira o serviço público no país.

No encontro de Bruxelas, os países-membros da UE só concordaram em dar um suporte político a Atenas. "A Grécia não será abandonada", assegurou a chanceler alemã, Angela Merkel, após encontro de consulta com o chefe de governo grego, Giorgos Papandreou, o presidente francês Nicolas Sarkozy e o presidente da União Europeia, Van Rompuy. Com essa garantia de solidariedade, os Estados-membros pretendiam tranquilizar os mercados.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que a declaração dos chefes de governo e Estado da UE sublinha a confiança na Grécia e na zona do euro. Entretanto, especulações sobre uma iminente falência do país mediterrâneo levaram o euro a cair abaixo da marca dos 1,37 dólares.

Medidas adicionais

Ao mesmo tempo, os Estados da UE aumentaram a pressão para que a Grécia reforce as medidas de contenção de gastos. Em comunicado conjunto, os 27 chefes de Estado e governo do bloco apelaram para que Atenas reduza seu atual déficit orçamentário de 12,7% do PIB em quatro pontos percentuais. Para isso, são necessárias "medidas adicionais", indica o documento.

Merkel pediu que Atenas respeite o pacto de estabilidade da moeda europeia, que permite um déficit máximo de 3%. "Existem regras e essas regras devem ser respeitadas", ressaltou a chanceler alemã.

MD/afp/rtrs/ap/lusa
Revisão: Simone Lopes

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