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Mundo

UE não quer sanções contra Israel

Ministros do Exterior da União Européia rejeitam exigência do Parlamento Europeu por uma suspensão do acordo de associação de Israel à comunidade de 15 países, por causa da ofensiva militar nos territórios palestinos.

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Ministro alemão Joschka Fischer: sanções contra Israel teriam efeito contrário do desejado.

Os ministros do Exterior da União Européia rejeitaram, por grande maioria, imposição de sanções econômicas contra Israel. Na abertura de seu encontro, em Luxemburgo, nesta segunda-feira (15), eles confirmaram somente sua exigência por uma retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos e um cessar-fogo imediato. O ministro alemão, Joschka Fischer, justificou que sanções da UE contra Israel teria efeito contrário do desejado. Fischer teve uma longa conversa com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, no telefone, mas não revelou o teor.

"Eu sou contra sanções, porque elas não resolvem", disse o político alemão do Partido Verde. O seu colega da Grã-Bretanha, Jack Straw, pronunciou-se no mesmo sentido. Com isso, a exigência do Parlamento Europeu por uma suspensão do acordo de associação da UE com Israel, por causa da ofensiva militar israelense nos territórios palestinos, não encontra apoio suficiente entre os países-membros. O acordo garante vantagens para Israel no comércio com os 15 países-membros

Fischer esclareceu que no encontro dos chanceleres da comunidade européia não será tomada uma decisão sobre a sua proposta de solução para o conflito israelense-palestino. Decisivo agora, segundo ele, é o apoio total à missão de paz do secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, no Oriente Médio. Fischer propõe o reconhecimento de um Estado palestino depois de uma retirada israelense completa dos territórios ocupados e uma vigilância do processo de paz pela ONU, UE, EUA e Rússia.

Conferência de paz - Os chanceleres da UE vão tomar uma posição sobre a conferência de paz regional, sem participação européia, proposta pelo premier israelense. Depois de suas conversações em Beirute e Damasco, Powell avisou, em Jerusalém, que os EUA apoiam a proposta de Ariel Sharon, mas não aceitam ser anfitrião da conferência. Sobre a exigência de Sharon para que o presidente palestino seja excluído, o chefe da diplomacia americana disse que Yasser Arafat poderia ser representado por um funcionário palestino de alto nível. Powell ponderou que os encontros começariam, de qualquer forma, no nível de ministros do Exterior e que decisivo seria o retorno à mesa de negociações no Oriente Médio. O caminho para isso tanto pode ser uma conferência regional quanto internacional.

Scharon havia proposto no domingo uma conferência regional conduzida pelos Estados Unidos e tendo como participantes em potencial Israel, Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Marrocos e representante dos palestinos, desde que não seja Arafat.

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