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Economia

UE mantém seu cronograma na "guerra do aço" com os EUA

Independente do adiamento das sobretaxas do aço pelos EUA, a União Européia pretende recomendar aos países-membros a adoção de sanções de represália contra a medida americana.

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O comissário Pascal Lamy não se deixou influenciar pelo adiamento das medidas americanas

A Comissão da União Européia conclamou os Estados Unidos, nesta segunda-feira (08/07) em Bruxelas, a sinalizarem disposição de entendimento na questão do aço, a fim de evitar uma escalada do conflito comercial entre as duas partes. Segundo um porta-voz do Comissário de Comércio Pascal Lamy, a União Européia deverá aprovar a recomendação de sanções contra os EUA no dia 19 próximo, apesar do adiamento por Washington da decisão de cobrar sobretaxas das importação de aço.

Na sexta-feira passada, o governo americano anunciou que a decisão sobre a introdução das sobretaxas só deverá ser tomada no dia 31 de agosto próximo. A UE manteve, porém, seu cronograma: caso não haja perspectivas concretas de solução do conflito, até 19 de julho, Bruxelas recomendará aos países-membros da UE a adoção de sanções contra os Estados Unidos.

Fontes da Comissão Européia rechaçaram especulações de que os EUA possam romper a coesão dos países da UE, através de concessões isoladas a alguns países europeus. Exemplos do passado demonstram que as recomendações da Comissão são acatadas pelos países-membros, independentemente da eventual oferta de privilégios isolados.

Japão – No encontro de cúpula da União Européia com o Japão, em Tóquio, o governo japonês reafirmou a sua intenção de lutar em conjunto com a UE contra as sobretaxas americanas para a importação de aço. As duas partes vêem a necessidade de lutar contra tal medida protecionista e apresentaram queixa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Apesar disto, o governo japonês reagiu de forma distinta ao adiamento da decisão por parte de Washington. Tóquio anunciou que pretende aguardar até o dia 31 de agosto e só adotará medidas de represália depois que os EUA concretizarem a ameaça de introdução das sobretaxas.