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Alemanha

UE manifesta solidariedade com povo palestino

Notícias de que líder palestino Yasser Arafat está à beira da morte preocupam europeus. Javier Solana, chefe da diplomacia da União Européia, advertiu que processo de paz passa por "perigosa fase de paralisação"

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Homenagens a Arafat em vigília junto ao hospital em Paris

Em vista do gravíssimo estado de Yasser Arafat, de 75 anos, internado há uma semana numa clínica nas proximidades de Paris, a União Européia (UE) exortou a Autoridade Palestina a garantir o funcionamento de sua administração.

Arafat está no centro de tratamento intensivo de um hospital em Percy de Clamart, em Paris (França), onde foi internado no dia 29 de outubro para se tratar de uma doença sangüínea ainda não identificada. Várias pessoas participaram de uma vigília na noite passada diante da clínica.

Os médicos do hospital haviam diagnosticado a morte cerebral do presidente palestino na última quinta-feira (4/11), segundo informou a agência de notícias AFP. Fontes palestinas, entretanto, desmentiram a informação, mas admitem que ele está em coma, "entre a vida e a morte".

A porta-voz de Yasser Arafat na França, Leila Shahid, desmentiu categoricamente na sexta-feira (5/11) as informações de que o líder palestino teria sofrido morte cerebral. Segundo Sahid, ele estaria em coma reversível. Em vista da possibilidade de anúncio iminente da morte de Arafat, o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ahmed Kureia, convocou nesta sexta-feira uma reunião de emergência com representantes das lideranças das facções representadas na Faixa de Gaza.

Segundo fontes dos grupos radicais Hamas e Jihad, pretende-se organizar um esquema de segurança para evitar caos nos territórios palestinos quando for anunciado o falecimento do líder palestino. Israel já colocou suas forças de segurança em estado de alerta. Por outro lado, Israel não quer que o corpo do líder palestino seja enterrado em Jerusalém.

Reativar processo de paz

Os chefes de Estado e de governo, que estão reunidos em Bruxelas, conclamaram a "um alto grau de senso de responsabilidade" e manifestaram solidariedade com o povo palestino. Ao mesmo tempo, o bloco sugere ações concretas para impulsionar o processo de paz no Oriente Médio e para a concretização de um Estado Palestino independente.

Num documento elaborado por Javier Solana, encarregado de Relações Exteriores da União Européia, o bloco europeu adverte para a necessidade de reativar o plano internacional de paz (Road Map). "Está se fechando rapidamente a janela para a criação de dois Estados (Israel e Palestina)", advertiu Solana, segundo o qual "o processo de paz enfrenta uma perigosa fase de paralisação".

Encerrada eleição presidencial nos Estados Unidos, a União Européia espera agora um maior engajamento de Washington no Oriente Médio. O plano de paz, elaborado pela União Européia, Rússia, Estados Unidos e Nações Unidas, prevê a criação de um Estado palestino em 2005, com o reconhecimento de Israel. A decisão do premiê israelense Ariel Sharon de desocupar a Faixa de Gaza é uma "oportunidade estratégica" que deve ser integrada ao processo de paz, salientou Solana.

No documento elaborado por Solana, a União Européia pretende, já em janeiro e em cooperação com o Egito, iniciar um programa para a reforma da polícia palestina e apoiar a organização de eleições "que obedeçam a padrões internacionais". Ao mesmo tempo, os europeus esperam um maior engajamento e planos concretos do lado palestino. Israel, por seu lado, não deve impedir as reformas palestinas, advertiu o chefe da diplomacia da UE.

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