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Mundo

UE libera ajuda humanitária para o Iraque

A Comissão Européia liberou ajuda humanitária de 13 milhões de euros para o Iraque. Simultaneamente, a ONU iniciou uma nova rodada de negociações com Bagdá, para retomar o controle de armas no país.

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Comissário Poul Nielson (dir.): A UE ajuda pessoas necessitadas, independente do lugar onde vivem

"Isso destaca a nossa disposição para ajudar pessoas necessitadas, independente do lugar onde elas vivem", disse o comissário Poul Nielson, em Bruxelas. O dinheiro deverá complementar o programa "Óleo em Troca de Alimentos", que permite o arquiinimigo dos Estados Unidos exportar uma quantidade limitada de petróleo para poder atender as necessidades básicas da população.

"Mais de 10% das crianças iraquianas morrem de doenças curáveis e desnutrição antes de completar o quinto ano de vida", justificou o comissário europeu competente para questões humanitárias. Os 13 milhões de Bruxelas são destinados principalmente à construção e reconstrução de instituições médicas no centro e no sul do Iraque. Na cidade de Mosul, por exemplo, deverá ser construído um centro cirúrgico para crianças.

O controle de armas é a condição da comunidade internacional, sobretudo dos EUA, para suspender o embargo imposto contra o Iraque em 1990, em represália à invasão do vizinho Kuwait pelas tropas iraquianas. A invasão provocou a Guerra do Golfo Pérsico e o boicote conseqüente levou o país rico em petróleo à pobreza absoluta.

O Iraque é acusado pelos Estados Unidos de formar o "eixo do mal", juntamente com o Irã e a Coréia do Norte. Segundo Washington, esses países são imprevisíveis, se esforçam para obter armas atômicas e outras de destruição em massa. Por isso, justificariam a construção de um novo sistema americano de defesa antimísseis e uma ampliação da luta armada contra o terrorismo internacional deflagrada no Afeganistão, em represália a 11 de setembro.

O presidente americano George W. Bush conta, todavia, com forte resistência da União Européia a uma ação militar contra o Iraque. Governos como o da Alemanha, que garantiram apoio incondicional aos EUA na luta antiterror no Afeganistão, não vêem justificativa para uma ação contra o Iraque.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o ministro iraquiano de Relações Exteriores, Naji Sabri, discutirão até esta sexta-feira (5), a portas fechadas, sobre condições para a retomada das inspeções do arsenal no Iraque. Os inspetores foram expulsos de lá em 1998, sob acusação de espionagem. Sem um controle internacional de armas, não há chance de ser suspenso o embargo contra o Iraque.

Há três anos e meio que o quartel-general da ONU, em Nova York, se esforça para mandar de volta os 50 inspetores ao país de Saddam Hussein. No total, a comissão de fiscalização é integrada por 230 especialistas de 40 países. Umas das primeiras tarefas que ela teria de cumprir no Iraque seria visitar as instalações e fábricas que eram de grande importância no passado e que hoje podem ser usadas para diversos fins. Eram instalações que podem ser usadas para fins civis e militares. A tarefa dos inspetores é, como sempre, procurar armas de destruição em massa e possibilidades de desenvolvê-las.