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Mundo

UE inicia missão de paz ao Oriente Médio

União Européia exige cumprimento da resolução da ONU e cessar-fogo imediato. Alemanha defende a coexistência de palestinos e israelenses. Sharon autoriza encontro de Zinni com Arafat.

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Militares israelenses em Nablus

A União Européia realizou, nesta quinta-feira (4), uma nova tentativa de mediar um acordo de paz no Oriente Médio. O coordenador da política externa e de segurança da UE, Javier Solana, e o atual presidente do Conselho de Ministros, o espanhol Josep Piqué, tentaram convencer Israel a retirar-se das cidades palestinas ocupadas.

Solana e Piqué, acompanhados pelo encarregado da UE para o Oriente Médio, Miguel Angel Moratinos, encontraram-se à tarde, em Jerusalém, com os ministros israelenses das Relações Exteriores, Schimon Peres, e da Defesa, Benjamin Ben Elieser. Eles também conversaram o enviado especial dos EUA, Anthony Zinni, bem como com representantes da ONU e dos Estados Unidos.

Impedimento - Os enviados europeus tentaram, sem sucesso, obter uma audiência com o chefe de governo israelense, Ariel Sharon. O governo de Israel impediu-os também de contatarem o líder palestino Yassir Arafat. No final da tarde, porém, Sharon autorizou o maericano Zinni a se encontrar com Arafat, isolado pelos israelenses sob acusação de ser responsável por atos terroristas.

Emergência - A decisão da UE de enviar uma missão de paz ao Oriente Médio foi tomada pelos seus ministros das Relações Exteriores, em reunião de emergência, na noite de quarta-feira (3), em Luxemburgo. Eles exigiram o cumprimento da resolução 1.402 das Nações Unidas, que prevê a retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos e um cessar-fogo imediato.

Coexistência - O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, defendeu a iniciativa conjunta da UE para a paz no Oriente Médio. "Nosso objetivo é garantir a coexistência dos dois povos", declarou. Os representantes europeus, no entanto, não apresentaram nenhum plano de paz. Eles apenas insistiram no cumprimento da resolução 1.402, aprovada pela ONU, no último sábado, e apontam a necessidade de passos concretos para acabar com a violência.

A liderança palestina na Faixa de Gaza pressiona a comunidade internacional a intervir na região. O embaixador francês nos EUA, Jean David Levitte, declarou que é preciso pensar seriamente no envio de uma tropa internacional ao Oriente Médio.

Conferência internacional - A proposta de uma conferência internacional sobre o Oriente Médio, feita pela Comissão Européia, foi avaliada com ceticismo pelo secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, que viajará à região na próxima semana. "Não adianta convocar uma conferência, sem saber qual é seu objetivo", disse Powell em Washington. A idéia do presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, era realizar uma conferência com a participação de representantes da UE, EUA, Rússia, países árabes moderados, Israel e Autoridade Palestina.

Ocupação - Na madrugada desta quinta-feira, 200 tanques israelenses tomaram Nablus, na Cisjordânia. Além disso, Israel já controla as cidades palestinas de Ramallah, Jenin, Salfit, Belém, Tulkarem e Qalqilya. Apenas Hebron e Jericó ainda estão sob administração palestina. Desde o início da ofensiva israelense, há uma semana, mais de 1.100 palestinos foram presos.

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