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Economia

UE indica político para presidir o FMI

O Fundo Monetário Internacional deverá ser dirigido, pela primeira vez, por um político. Os ministros das Finanças da União Européia indicaram, por unanimidade, o ex-colega espanhol Rodrigo Rato para o posto.

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Rodrigo Rato: diretor-geral do Fundo, praticamente eleito

Depois de longa contenda, os ministros das Finanças da União Européia chegaram a um consenso sobre a candidatura do espanhol Rodrigo Rato, de 55 anos, para a diretoria-geral do Fundo Monetário Nacional (FMI). Contando com o apoio dos Estados Unidos, o ex-ministro das Finanças da Espanha deverá ser eleito na próxima semana, em Washington, para suceder o alemão Horst Köhler.

Rato perdeu o posto de ministro em Madri depois da derrota eleitoral do governo conservador do primeiro-ministro José Maria Aznar. Tradicionalmente, a cúpula do FMI é ocupada por um europeu e a do Banco Mundial por um norte-americano.

Rato passou a ser o candidato com mais perspectivas para a direção do FMI desde que Köhler renunciou ao posto, no início de março, por causa do lançamento de sua candidatura à Presidência da Alemanha pela oposição cristã-social e liberal. Inicialmente, a França impediu um consenso na UE em torno da candidatura do político espanhol, lançando Jean Lemierre na disputa pela sucessão no Fundo.

Pierre Lemierre

Jean Lemierre

Disputa européia - O ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, falou abertamente de "dois candidatos com perfis diferentes: um é mais economista (Lemierre) e o outro é mais político (Rato). A Alemanha apoiou Lamierre, "porque ele é o melhor candidato", disse Eichel na ocasião. Lemierre saiu do páreo depois que foi eleito, na segunda-feira, para mais um mandato de quatro anos na direção do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), sediado em Londres. Ele declarou que não cogitava mais trocar o posto pelo FMI.

Na véspera do consenso europeu em favor da candidatura de Rato, na quarta-feira (21), o governo italiano de Silvio Berlusconi ameaçou com mais uma disputa. O ministro competente para questões da UE, Rocco Buttiglione, disse que a Itália iria lançar um candidato próprio, mas não citou um nome. Berlusconi havia dito no mês passado que tinha "um excelente candidato para a cúpula do FMI".

Rato malquisto – Observadores supõem que Rato era malquisto, sobretudo na Alemanha e na França, por causa do seu empenho por uma aplicação rigorosa do Pacto de Estabilidade do Euro, pois ambos os países violaram os critérios do tratado. Por outro lado, o governo dos EUA não simpatizou com Lemierre e se pronunciou a favor de Rato. Paris e Berlim retiraram o apoio a Lemierre.

Rato estudou Direito na sua cidade natal Madri e Economia na renomada universidade norte-americana de Berkeley. A partir daí, passou a ocupar postos de direção. Ele é alto funcionário do Partido Popular conservador espanhol desde o início dos anos 80, tendo sido eleito seu vice-secretário-geral em 1996. No governo Aznar, foi segundo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças e da Economia.

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