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Mundo

UE indica Juncker para presidência da Comissão Europeia

Com 26 votos a favor e dois contra, cúpula da UE aprova a candidatura do ex-primeiro-ministro de Luxemburgo para a presidência da Comissão Europeia. Apenas o Reino Unido e a Hungria são contra a escolha.

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Jean-Claude Juncker, de Luxemburgo

Os países membros da União Europeia confirmaram nesta sexta-feira (27/06) a indicação do ex-premiê de Luxemburgo Jean-Claude Juncker como candidato à sucessão de José Manuel Barroso na liderança da Comissão Europeia.

A indicação foi tema central do encontro da cúpula da UE em Bruxelas. A votação no Parlamento Europeu, que confirmará ou não o político conservador como novo presidente da Comissão, está marcada para 16 de julho.

Juncker precisará de, no mínimo, 376 dos 751 votos parlamentares, mas sua eleição é dada como certa por ser o nome favorito do maior grupo parlamentar. Além de o seu grupo, o conservador Partido Popular Europeu (PPE), ser o mais forte no órgão legislativo europeu, os social-democratas também já sinalizaram apoio.

Ocupada pelo português Barroso desde 2004, a presidência da Comissão Europeia é um dos principais cargos da UE, com mandato de cinco anos.

Dois contra 26

A decisão dos representantes dos 28 Estados-membros da UE reunidos em Bruxelas não foi unânime. O chefe de governo britânico, David Cameron, permaneceu intransigente em relação à indicação de Juncker. Ele acusa o luxemburguês de não possuir as habilidades e a vontade necessárias a promover reformas na União Europeia.

PK EU Schweden David Cameron 10.06.2014

UE está cometendo erro, afirma David Cameron

Ao chegar para a reunião da cúpula, Cameron afirmou que Juncker era o homem errado para o trabalho, e que os líderes da UE estavam cometendo um erro que teria consequências – sem especificar quais elas seriam.

"Há momentos em que é importante se ater aos princípios e convicções – mesmo que as chances estejam fortemente contra você – ao invés de participar de algo que se considera muito errado. E hoje é um desses dias", disse o premiê britânico.

A disputa em torno da escolha do novo presidente da Comissão Europeia é o maior embate público e pessoal da União Europeia. Apesar da oposição aberta de Cameron, o Reino Unido só conseguiu manter um dos 27 membros da UE como seu aliado: a Hungria. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, comentou: "Não apoio essa decisão", e também votou contra Juncker.

CN/dpa/rtr/ap

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