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Mundo

UE inclui braço armado do Hisbolá entre grupos terroristas

Alcançada por unanimidade, decisão é resposta a atentado na Bulgária. Desafio do bloco é implementar sanções sem atingir também ala política do grupo xiita, fundamental para a política libanesa.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) decidiram nesta segunda-feira (22/07) incluir o braço armado da organização xiita libanesa Hisbolá em sua lista de grupos terroristas.

Unânime, o acordo entre os 28 ministros foi uma resposta a um atentado suicida que teria sido organizado pelo grupo libanês há cerca de um ano na Bulgária e que deixou seis pessoas mortas.

Entre as medidas de controle a serem adotadas pelo bloco europeu está o bloqueio dos ativos econômicos do grupo. Segundo fontes europeias, os países da UE vão continuar a cooperar com o governo libanês, dando suporte a forças políticas e ajuda financeira e humanitária.

A medida foi proposta pelo Reino Unido e teria sido discutida em várias ocasiões pelos ministros, mas sempre sem um consenso. Hoje o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, disse que a postura "facilitaria trabalhar juntos e enfrentar as ameaças terroristas".

Já o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, afirmou que o bloco não pode permitir que a milícia realize atividades terroristas em território comum. A chefe de diplomacia da UE, Catherine Ashton, por sua vez, alertou sobre a “fragilidade” que há no Líbano.

Entre os desafios da UE está encontrar uma forma de punir o braço armado sem, ao mesmo tempo, atingir como um todo o Hisbolá, a maior força política do Líbano e que participa de vários projetos apoiados pelos europeus.

Na semana passada, as autoridades libanesas pediram que o bloco europeu não incluísse a milícia à lista de organizações terroristas e argumentaram dizendo que o grupo compõe uma parte fundamental da sociedade do país.

AC/ ap/ efe/ rr

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