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Mundo

UE impulsiona programa militar

Bloco começa a implementar sua política de segurança e defesa e aprova a formação de pequenos grupos de batalha. A meta é uma tropa completa e bem equipada até 2010.

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Soldados europeus já estiveram em missão no Congo

Em reunião em Bruxelas, nesta segunda-feira (22/11), os ministros do Exterior e da Defesa dos 25 países-membros da União Européia (UE) deram o sinal de partida para um projeto ambicioso: aprovaram a criação dos chamados "grupos de batalha", pequenos regimentos de no máximo 1500 soldados.

"Trata-se de tropas especiais, que podem ser convocadas em curto prazo e mobilizadas rapidamente", esclarece Matthias Dembinski, da Fundação de Pesquisa de Paz e Conflitos de Hessen. "Sua tarefa é preparar o terreno para a atuação de tropas maiores. E isto em condições complicadas, tais como regiões de difícil acesso ou onde falta segurança em função da resistência de forças locais."

Cada país envia seus especialistas

Os grupos de batalha devem estar aptos a chegar à região em crise o mais tardar 15 dias após a aprovação de uma missão pela União Européia e preparados para uma atuação de no máximo quatro meses. O primeiro deles deve estar pronto para entrar em ação já em 2005.

Ao todo planejam-se 13 grupos de batalha, quatro dos quais formados respectivamente por soldados da Itália, França, Espanha e Reino Unido. A Alemanha participará de quatro tropas multinacionais: com a Holanda e a Finlândia (em 2007), com a Áustria e a República Tcheca (provavelmente também em 2007), com a França, Bélgica, Luxemburgo e Espanha (em 2008), e com a Polônia, Eslováquia, Letônia e Lituânia (em 2009 ou 2010).

Faltam equipamentos

Os grupos de batalha, no entanto, não serão o único instrumento militar do bloco de 25. "A UE deverá estar em condições de disponibilizar até 60 mil soldados", afirma Dembinski. Foi o que decidiram os chefes de governo e Estado em seu encontro de cúpula em Helsinque, em 1999. Esses soldados deverão constituir uma tropa "robusta" para missões de preservação da paz. "Robusta quer dizer que será uma tropa armada", esclarece Marco Overhaus, professor de Política Externa da Universidade de Trier. E acrescenta: "Mas ela não fará concorrência às tropas da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]".

Airbus A400 M

Tropas européias deverão ser equipadas com Airbus A400 M

O maior problema na constituição dessas chamadas tropas de intervenção rápida é o equipamento. "Há dificuldades principalmente com relação a aviões de longa distância, instalações de comunicação, centrais de comando móveis", enumera Dembinski. Além disso, faltam às tropas européias armas de precisão, completa Overhaus.

Na aquisição do material, o bloco vai contar com a nova Agência Européia de Defesa, na qual os países atuam em conjunto como compradores, o que lhes dá mais força nas negociações. "Se a Europa quer desempenhar um papel na política de segurança, não dá mais para continuar agindo como até agora", afirma Dembinski.

Experiência internacional

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O fato de os europeus não terem ainda uma tropa conjunta não significa que a UE tenha se mantido passiva em conflitos. Os exemplos de missões sob comando europeu são inúmeros: na Bósnia-Herzegóvina, por decisão da ONU, na Macedônia, por incumbência da Otan, no Congo, também com mandato das Nações Unidas. "E os europeus vão assumir também a missão da Otan na Bósnia-Herzegóvina", lembra Dembinski, que considera realista a meta de completar as tropas européias até 2010. "Está praticamente tudo encaminhado. Mesmo que ainda falte alguma coisa."

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