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Economia

UE exige tecnologias mais modernas nas indústrias alemãs

A medir pelo último relatório da União Européia sobre competitividade, a Alemanha não apenas está atrás da média européia, como perde feio dos EUA.

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Montagem do Golf na fábrica da VW em Wolfsburg

A indústria alemã precisa apostar mais nas modernas tecnologias, na opinião do Comissário Erkki Liikanen. "As indústrias tradicionais precisam recorrer, cada vez mais, às modernas tecnologias de comunicação. É disso que a Alemanha precisa", disse Liikanen, ao apresentar o Relatório 2002 da União Européia sobre a Competitividade, nesta quinta-feira (23), em Bruxelas. Segundo o comissário finlandês, responsável pelas indústrias e as técnicas de informação, muitas empresas já estão nesse caminho, que outras devem seguir.

74% da produtividade americana - A Alemanha está atrasada em matéria de produtividade, em relação à média da União Européia. No ano passado, os 15 países da UE, juntos, atingiram 78% da produtividade dos Estados Unidos. A Alemanha está com 74%. Liikanen explicou a diferença com os EUA alegando o índice mais alto de ocupação na Europa (maior número de pessoas empregadas).

O lastro do leste - Um fator que pesa muito no atraso da Alemanha são os constantes problemas na parte leste do país, os estados antes pertencentes à Alemanha Oriental, de regime comunista. "Esse é um enorme lastro", reconheceu o comissário, lembrando que, com a reunificação, a Alemanha integrou uma população de 17 milhões de habitantes. "A história acontece tão depressa, que às vezes a gente esquece o que isso representa", alegou.

A fim de aumentar a competitividade européia, a Alemanha, bem como os demais países da comunidade dos 15, deveriam encarar as tão mencionadas reformas estruturais, sempre proteladas na UE. É preciso incentivar a formação o aperfeiçoamento profissional, a pesquisa e a implementação das novas tecnologias.

Liberalização x indústrias

O comissário manifestou-se a favor de uma nova liberalização dos mercados e da diminuição das subvenções. No entanto, admitiu que alguns setores ainda podem precisar de incentivos. Por isso, a Comissão aprovou as subvenções que o governo alemão concedeu a uma fábrica de semicondutores da Infineon (Simens) em Leipzig, disse Liikanen. O chefe de governo alemão, Gerhard Schröder, chegou a apresentar pessoalmente suas críticas em Bruxelas, por achar que a Comissão Européia toma suas decisões sobre liberalização de mercados e livre concorrência, sem levar em consideração os problemas de países com forte indústria como a Alemanha.

Livre concorrência não pode ser às custas de empregos - Nesse sentido, Liikanen entendeu os interesses alemães. "Teoricamente poderia haver livre concorrência sem uma única empresa européia participando dela. Nesse caso, as americanas concorreriam, por exemplo com as japonesas. Mas se não houver indústrias européias vitais, teremos graves problemas no mercado de trabalho. Por isso precisamos das duas coisas, de uma política industrial também", reconheceu.

Dos países da UE, a Alemanha é a que mais subvenciona suas empresas, tendo destinado para esse fim, em 2000, 25 bilhões de euros, segundo dados da Comissão Européia. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), as subvenções representam 1,23%, quando a média na UE é de 0,99%. Proporcionalmente, o campeão das subvenções é a Finlândia, que destina 1,44% do PIB de apoio à sua agricultura.

A indústria européia só é melhor do que a norte-americana no tocante à proteção ambiental, elogiou Liikanen, que calculou em 32 bilhões de euros por ano os gastos da iniciativa privada com isso. Importante seria, a seu ver, conseguir um equilíbrio entre os interesses econômicos, sociais e ecológicos. É o que a Comissão procura fazer, no momento, com a sua política para a indústria química, que atinge a Alemanha de uma maneira especial, por empregar milhares de pessoas no país.