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Mundo

UE exige retirada do exército israelense dos acampamentos palestinos

Pelo menos 22 palestinos e 2 soldados israelenses já morreram desde quinta-feira (28) durante a invasão e as buscas nos acampamentos da Cisjordânia, onde vivem milhares de refugiados palestinos.

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Tanque israelense na entrada do acampamento de Balata (01.03.02)

O exército de Israel retirou-se do acampamento de refugiados palestinos em Dschenin, mas continua sua operação no de Balata, perto de Nablus, que invadiu na quinta-feira (28), sob o pretexto de procurar extremistas e armas. O exército afirma haver encontrado ali uma oficina para a fabricação de pequenos mísseis do tipo "Kassam 2" e vários explosivos. Um rapaz de 18 anos morreu com um tiro na cabeça, ao tentar entrar em Balata, neste sábado. Desde o início da ofensiva, na manhã de quinta-feira (28), já morreram pelo menos 22 palestinos e dois soldados israelenses. Em Deschnin, os efetivos do exército israelense continuam controlando a entrada do acampamento.

União Européia - A União Européia conclamou Israel a retirar imediatamente as tropas dos acampamentos palestinos na Cisjordânia. O avanço israelense poderá ter "graves conseqüências", advertiu a UE, em declaração da presidência espanhola, publicada neste sábado em Madri. Israel deveria abster-se de qualquer operação do gênero. Além do mais, a União Européia conclamou israelenses e palestinos a fazerem o possível para que a situação se tranqüilize e ambas as partes possam retornar ao diálogo político. Aos militares na região, apelou para que não impeçam as atividades das organizações de ajuda humanitária. Em Ramallah, um bebê palestino morreu logo após seu nascimento, quando a ambulância que transportava sua mãe foi detida numa barreira e impedida de seguir caminho ao hospital.

Apelos palestinos - A liderança palestina exigiu que as organizações internacionais de defesa dos direitos humanos enviem observadores à Cisjordânia para investigar os "crimes israelenses". Em nota divulgada pela agência de notícias WAFA, o governo israelense é conclamado a encerrar seus ataques, retirar as tropas dos acampamentos de refugiados e por fim à "matança de civis e à destruição de casas". Em atitude de protesto contra o cerco, a Autoridade Palestina havia suspenso todos os contatos com o governo de Israel. Agora, tornou a apelar ao Conselho de Segurança da ONU para que assuma sua responsabilidade pela vida e o destino dos refugiados palestinos.