UE exige renúncia de Kadafi, mas diverge sobre como agir na Líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 11.03.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

UE exige renúncia de Kadafi, mas diverge sobre como agir na Líbia

Países da União Europeia chegam a um consenso em Bruxelas: todos querem a renúncia imediata do ditador Muammar Kadafi. Mas os planos de intervenção militar defendidos pela França e pelo Reino Unido não encontram apoio.

default

Líderes europeus tentam afinar posição sobre críse líbia em reunião de cúpula em Bruxelas

A União Europeia (UE) afinou seu discurso em relação à crise na Líbia nesta sexta-feira (11/03), durante uma reunião de cúpula extraordinária em Bruxelas. O bloco exige a renúncia imediata do ditador líbio Muammar Kadafi e também reconhece a oposição rebelde como uma interlocutora política legítima, ainda que não a única, como destacou a chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Mas os países-membros continuam divididos em relação ao que fazer para que Kadafi deixe o poder. Como afirmou o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, “todas as opções” continuam em aberto.

Um eventual ataque às posições militares pró-Kadafi é motivo de divisão. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, enfatizou que seu país e o Reino Unido estão prontos para atacar as forças leais a Kadafi, caso a oposição Líbia, a ONU e a Liga Árabe assim o desejarem. O premiê britânico, David Cameron, disse que a UE tem que estar preparada para qualquer eventualidade para tirar Kadafi do poder.

Já Merkel mostrou-se cética quanto a uma ação militar. "Queremos fazer de tudo para limitar o sofrimento do povo líbio. Porém, eu digo claramente, temos que refletir bem cada passo que vamos dar para que eles nos levem a um final sensato", disse Merkel.

A UE quer ainda a realização de um encontro de emergência com integrantes da Liga Árabe e da União Africana para discutir a crise na Líbia. Tanto a Otan quanto a UE identificam a Liga Árabe como um ator diplomático chave na resolução da crise. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, tem encontro com o secretário-geral da Liga Árabe na próxima segunda-feira.

Rascunho de resolução

EU Ratspräsident Herman Van Rompuy in Bosnien und Herzegowina

Rompuy: UE estuda todas as opções para proteger população civil líbia

"Temos um regime que se vira contra o seu povo quando este luta pela democracia. O problema tem um nome, Kadafi, e ele tem que partir", disse o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. Conforme o ministro do Exterior da Hungria, Janos Martonyi, a Liga Árabe realiza reunião neste sábado no Cairo e deve apoiar a criação da zona de exclusão aérea na Líbia.

Os ministros do Exterior do G8 também vão discutir a situação da Líbia na próxima segunda-feira, em Paris. França e Reino Unido têm rascunhada uma resolução para ser apresentada ao Conselho de Segurança da ONU para implementar a zona de exclusão aérea sobre a Líbia. Rússia e China têm reservas sobre essa decisão.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer um enviado especial para fazer contato com os rebeldes líbios. "Nós decidimos que é pertinente ter um representante com a atribuição específica de contatar a oposição e tentar encontrar alternativas de como nós podemos continuar ajudando", disse Obama.

As forças leais ao governo líbio, que controlam o centro de Zawiyah, levaram cerca de 100 jornalistas estrangeiros para testemunhar os confrontos na área principal da cidade do oeste do país. O ponto era dominado anteriormente por forças rebeldes. Por outro lado, os insurgentes mantêm o controle da cidade petrolífera de Ras Lanuf, resistindo a mísseis, bombardeios e a ação de artilharia pesada.

MP/afp/ap/dpa/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

Leia mais