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Mundo

UE examina reconhecimento do Estado palestino

Ministros do Exterior da União Européia estão examinando uma proposta da França para reconhecimento de um Estado palestino. A iniciativa tem o apoio de vários países, inclusive da Alemanha.

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Javier Solana: sem um Estado palestino independente não haverá paz duradoura no Oriente Médio

Nos esforços por uma solução pacífica para o conflito no Oriente Médio, os países da União Européia (UE) estão examinando o reconhecimento de um futuro Estado palestino. Isso ficou evidente na conferência dos 15 ministros do Exterior da UE nesta sexta-feira, em Cáceres, na Espanha. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, também se pronunciou por um Estado palestino independente. Bush rejeitou, ao mesmo tempo, a exigência do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, para que isolasse o presidente palestino Yasser Arafat.

Ninguém na comunidade européia questiona o papel de Arafat como representante dos palestinos. Mesmo o premier israelense reconheceu, depois de um encontro com Bush na Casa Branca, que os palestinos poderiam contar com um Estado próprio, mas só depois de encerradas as negociações. Para que isto aconteça é preciso, segundo ele, restabelecer a paz absoluta na região. Enquanto isso, o Exército de Israel prossegue com suas "ações de limpeza" contra supostos extremistas na Faixa de Gaza.

"Estamos examinando novas propostas que podem ter como conseqüência a criação de um Estado palestino independente", anunciou o presidente do Conselho de Ministros do Exterior, o espanhol Josep Piqué, na abertura da conferência dos titulares da pasta de Relações Exteriores da UE, em Cáceres.

O coordenador da política externa e de segurança da UE, o espanhol Javier Solana, destacou: "Sem um Estado palestino não haverá paz duradoura no Oriente Médio". A presidência rotativa da UE, ocupada pela Espanha neste semestre, aceitou, com isso, a iniciativa do ministro do Exterior da França, Hubert Védrine, em favor do reconhecimento de um Estado palestino e de eleições nos territórios palestinos. A proposta visa fortalecer a legitimação da administração palestina.

O ministro alemão do Exterior, Joshka Fischer, disse que a proposta do governo socialista francês é muito interessante e tem de ser discutida minuciosamente. Ele exigiu, ao mesmo tempo, que os EUA se engajem mais nos esforços de paz. "Exatamente no Oriente Médio nós vimos como é importante uma posição conjunta da Europa e os EUA", disse ele. "Sem os Estados Unidos, a paz não é possível na região", acrescentou o político do Partido Verde, que já mediou várias vezes entre israelenses e palestinos.

Tropas - Os chefes da diplomacia da UE estão deliberando também sobre a situação nos Bálcãs e a ampliação da União Européia. Eles concordaram, em princípio, que a comunidade deve assumir a tropa de proteção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Macedônia e a polícia da ONU na Bósnia.

Os ministros querem fazer uma primeira avaliação das propostas da Comissão Européia sobre como os países candidatos a ingressar no exclusivo clube dos ricos europeu ocidentais poderiam ser integrados nas estruturas da política agrícola e regional.