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Economia

UE espera impulso econômico com valorização do euro

A moeda única de doze países da União Européia, o euro, pode ser cotada ao par com o dólar nos próximos dias.

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Pedro Solbes (centro), em conversa com o presidente do BCE, Wim Duisenberg (dir.)

A União Européia espera maior impulso econômico da valorização do euro. Segundo o comissário de Política Econômica e Monetária, Pedro Solbes, a moeda forte é uma garantia da estabilidade de preços. Como prova disto, ele citou a taxa anual de inflação da chamada zona de euro, que foi calculada em 1,7% para o mês de junho último, estando abaixo do nível considerado como limite de tolerância pela UE, que é de dois por cento. Partindo dos indicadores favoráveis, a Comissão da União Européia não espera a curto prazo nenhum aumento da taxa-guia de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE). Atualmente, esta taxa está fixada em 3,25% ao ano.

A evolução positiva da moeda comum pode levar a zona do euro a um crescimento econômico da ordem de 1% no terceiro trimestre, prognosticou o comissário. No primeiro trimestre de 2002, o crescimento do PIB nos doze países da zona do euro foi de 0,3%. Para o segundo trimestre, encerrado em junho, ainda não existem dados estatísticos finais, mas a estimativa é de um aumento do PIB entre 0,3 e 0,6%. Para o ano de 2002, em seu todo, a expectativa de Bruxelas é de um crescimento de 1,4%.

Exportações

O comissário de Política Econômica e Monetária refutou também o argumento de que a valorização do euro estaria resultando num freio para as exportações e tendo assim um efeito negativo para o desenvolvimento conjuntural. Segundo fontes da UE, a cotação do euro estava aviltada até agora. A correção de valor da moeda européia não pode ser considerada assim um fator negativo, sendo antes uma volta à normalidade. Para Solbes, os países exportadores da União Européia têm condição de impor-se no mercado internacional, mesmo com uma moeda mais forte.

No início do ano, a introdução do euro e os temores de uma eventual inflação levaram os consumidores a limitarem suas compras. Com a valorização da moeda, o poder aquisitivo da população subiu e isto deverá reforçar consideravelmente a demanda interna, na opinião de Pedro Solbes. Com isto, o euro forte deve alavancar o consumo e impulsionar a conjuntura econômica.

Principalmente as importações tornaram-se mais baratas com a valorização do euro, com influência direta sobre o petróleo e os artigos de alta tecnologia. A conseqüente redução dos preços de combustível e de aparelhos eletrônicos constitui um incentivo adicional para o consumo, segundo esperam os especialistas da União Européia.

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