UE esforça-se por linha comum na crise do Cáucaso | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.09.2008
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Mundo

UE esforça-se por linha comum na crise do Cáucaso

Ministros europeus do Exterior procuram uniformizar seus pontos de vista em relação ao conflito entre a Rússia e a Geórgia. Porém as arestas são numerosas. A Deutsche Welle noticia diretamente de Avignon, França.

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Frank-Walter Steinmeier (c) chega a Avignon

Terminado neste sábado (06/09), em Avignon, no sul da França, o encontro dos ministros do Exterior da União Européia para debater o conflito na Geórgia, todas as esperanças repousam sobre o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Na qualidade de presidente rotativo do Conselho da UE, ele viaja na segunda-feira para Moscou. Sua missão é, mais uma vez, tentar convencer seu homólogo russo, Dimitri Medvedev, a se ater ao acordo de cessar-fogo com a Geórgia. A implementação do assim chamado "plano de seis pontos", neste sentido, permanece controversa.

Concessão estratégica

Avignon EU Aussenminister

Ministros do Exterior da UE reunidos no Sul da França

Aparentemente, os governos da UE são unânimes em admitir que as tropas russas permaneçamr nas províncias da Ossétia do Sul e Abkházia, as quais aspiram à independência em relação à Geórgia.

Até então a UE, juntamente com os Estados Unidos, vinha exigindo que a Rússia retornasse às posições ocupadas antes da guerra-relâmpago com a Geórgia. Com a atual concessão, os europeus tentam evitar que o Kremlin continue se fechando a uma solução política para a crise no Cáucaso.

Polêmica sobre sanções

A União Européia pretende nomear um encarregado especial para a Geórgia e promover uma conferência de países doadores. A médio prazo, a Turquia e a UE tencionam organizar conjuntamente uma conferência de estabilização para toda a região caucasiana.

O anfitrião do encontro na ensolarada Avignon, o chefe da diplomacia francesa Bernard Kouchner, refutou a adoção de sanções contra a Rússia. Ele declarou que sanções não são uma opção, já que seu efeito é nulo. Antes, os Estados bálticos, a Suécia e o Reino Unido haviam exigido uma atitude mais rigorosa para com a Rússia, incluindo possíveis medidas punitivas.

O ministro das Relações Exteriores da Estônia, Urmas Paet, exigiu perspectivas claras para a filiação da Geórgia e a Ucrânia à UE. "Agora é muito importante que a Otan e a UE apóiem inteiramente a Ucrânia, a Moldávia e outras nações que vêem seu futuro numa democracia aberta. No momento, este é o melhor seguro para esses Estados."

Pressão e reticência

Outros países-membros da União Européia, entre eles a Alemanha, freiam essa intenção. Um ingresso da instável Ucrânia na UE ainda estaria muito distante, afirmam. Primeiro deverá ser assinado, na próxima semana, um acordo de cooperação com a antiga União Soviética. O ministro luxemburguês do Exterior, Jean Asselborn, tampouco considera boa idéia uma filiação precipitada da Ucrânia, em cuja península da Criméia a maioria de população é russa.

O ministro britânico, David Miliband, instou Moscou a finalmente se mostrar cooperativa, três semanas após a assinatura do acordo de cessar-fogo. "No tocante à Geórgia, é importante que a Rússia respeite os princípios fundamentais que afirma haver aceitado. Estes são: soberania territorial, forma democrática de governo e o respeito ao direito internacional.

Avignon, Die Brücke von Avignon, erbaut im 12.Jahrhundert, im17.Jahrhundert durch Hochwasser der Rhone beschädigt und bis heute als Ruine

Ponte de Avignon

Elogio da OSCE

Em contrapartida, o chefe da diplomacia finlandesa, Alexander Stubb – atual presidente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) – louvou a Rússia. Ele ressaltou que o país já permite a presença de observadores militares da OSCE nas áreas neutras que mantém.

"Tudo corre bastante bem. Temos 28 observadores militares na região. Ontem, pudemos entrar na zona de conflito. Nós nos empenhamos para poder enviá-los também à Ossétia do Sul. Somando-se tudo, a cooperação com os russos foi boa", declarou à Deutsche Welle.

No total, seriam necessários entre 200 e 300 observadores, calcula Stubb. Tanto a Rússia quanto a Geórgia são membros da OSCE. A União Européia também se mostra disposta a enviar mais funcionários à região, sob a bandeira do bloco.

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