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Migração

UE endurece combate ao tráfico de pessoas no Mediterrâneo

Membros do bloco se comprometem a apoiar segunda fase de missão militar, que prevê agora prisão de atravessadores de refugiados e destruição em alto-mar de embarcações usadas para esses fins.

Os países-membros da União Europeia (UE) deram sinal verde, nesta segunda-feira (14/07), para o início da segunda fase da missão militar no Mar Mediterrâneo, que abre a possibilidade de destruir barcos de traficantes de pessoas e fazer detenções.

A missão militar europeia no Mediterrâneo foi lançada em junho, mas até agora se restringiu a atividades de vigilância e operações de salvamento. A próxima fase visa combater diretamente o tráfico de migrantes em alto-mar, porém apenas em águas internacionais e a partir do momento e que os países-membros disponibilizem equipamentos e mão de obras necessários.

Para entrar em águas líbias, a UE precisaria de um mandato do Conselho de Segurança da ONU, algo que não consegue obter devido a receios da Rússia, que tem poder de veto no fórum.

Os atravessadores costumam deixar os barcos à deriva a partir das águas líbias. Alguns ainda voltam para recuperar embarcações vazias, depois que os refugiados foram resgatados pelas autoridades europeias.

Segundo uma fonte europeia, a próxima fase da missão militar prevê que os traficantes presos sejam julgados na Itália. Além disso, os navios usados para transportar migrantes serão afundados ou rebocados para serem destruídos no continente. A operação pode começar já no início de outubro.

A UE enfrenta a maior crise migratória desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e o Mediterrâneo é uma das principais portas de entrada de refugiados no bloco.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou que a missão já salvou a vida de mais 1,5 mil pessoas e que em pelo menos 16 ocasiões nas últimas cinco semanas os traficantes também poderiam ter sido detidos.

CN/dpa/efe

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