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Mundo

UE e Ucrânia assinam parte política de acordo de associação

Documento é o mesmo rejeitado por Yanukovitch e que levou à sua queda. Apenas três dos sete capítulos são assinados. Parte econômica do acordo é deixada de fora.

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Yatsenyuk e Van Rompuy durante a assinatura do acordo em Bruxelas

O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, assinou nesta sexta-feira (21/03), em Bruxelas, a parte política do polêmico acordo de associação com a União Europeia (UE), intensificando os laços do país com o Ocidente.

O acordo é o mesmo rejeitado em novembro pelo ex-presidente Viktor Yanukovitch, que preferiu aproximar o governo ucraniano da Rússia. A decisão de Yanukovitch motivou uma série de protestos que acabaram levando à sua queda e o obrigaram a fugir para a Rússia.

Yatsenyuk e as autoridades europeias, porém, assinaram apenas três dos sete capítulos do documento, que prevê o aumento da cooperação política e econômica entre as duas partes. Os capítulos que tratam do livre comércio necessitam de um maior debate interno na Ucrânia, que realizará eleições em 25 de maio. Porém, alguns dias atrás a UE já anunciara benefícios comerciais no valor de 500 milhões de euros para o país.

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, disse que o documento aproxima a Ucrânia e seu povo do coração da Europa e de um "estilo de vida europeu" e "reconhece as ambições do povo da Ucrânia de viver num país governado por valores, pela democracia e pelo Estado de Direito".

O premiê ucraniano aproveitou a ocasião para criticar a Rússia, cuja câmera alta do Parlamento havia aprovado, pouco antes, a anexação do território autônomo da Crimeia, seguindo o exemplo da câmara baixa no dia anterior. Yatsenyuk pediu que a comunidade internacional imponha mais sanções para pressionar o governo do presidente russo, Vladimir Putin.

"O que está acontecendo no mundo? A Rússia decidiu impor uma nova ordem mundial?", questionou o premiê ucraniano, argumentando que a melhor maneira de conter a Rússia é por meio de sanções econômicas. "Uma resposta militar não é aceitável."

RM/afp/lusa/rtr

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