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Mundo

UE e EUA: volta da harmonia transatlântica

Em encontro de cúpula na Irlanda, Bush e chefes de governo da UE anunciam cooperação na transferência do poder em Bagdá e discutem o papel a ser desempenhado pela Otan no Iraque.

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Bush e Ahern: acertando o passo

Os governos dos países da União Européia parecem cada vez mais próximos de Washington. Durante a cúpula realizada neste sábado (26) no Castelo Dromoland, no oeste da Irlanda, o bloco europeu e os EUA anunciaram um apoio conjunto ao próximo governo iraquiano, prometendo uma moratória às dívidas do país e auxílio na formação de forças de segurança.

Varrendo divergências, de olho nas eleições

Após uma longa fase de atritos, tudo indica que à Casa Branca, no momento, interessa mostrar "capacidade de diálogo" com os parceiros do outro lado do Atlântico. Esse comportamento certamente é adotado com um olho nas eleições nacionais. Bush demonstrou claramente seus esforços em varrer quaisquer animosidades passadas entre seu governo e a "Velha Europa".

"Os dois lados estão convictos de que devem deixar para trás as divergências de opinião do ano de 2003 e caminhar para frente, sem preconceitos em relação a quaisquer posições referentes ao Iraque ou a qualquer outro assunto", comentou um alto funcionário do governo norte-americano, citado pelo semanário Der Spiegel.

Responsabilidade da Otan

O presidente George W. Bush destacou na Irlanda o papel da Otan no período de transição no Iraque, que começa na próxima quarta-feira (30) – com a transferência do governo – e vai, pelo menos, até as próximas eleições no país, agendadas para janeiro de 2005.

"A Otan tem a capacidade e, acredito, também a responsabilidade de auxiliar o povo iraquiano na luta contra a ameaça terrorista", observou Bush, acentuando que as divergências entre os países da UE e os EUA vêm sendo, enfim, eliminadas.

Prisões militares: "repulsa européia"

O premiê irlandês, Bertie Ahern – cujo país ocupa no momento a presidência rotativa da UE – tocou em conversa com Bush num dos temas que ainda são delicados para Washington: a situação das prisões militares Abu Ghreib e Guantánamo. "O presidente Bush está bastante consciente da repulsa das pessoas na Irlanda e na Europa frente aos maus-tratos recebidos pelos prisioneiros iraquianos pelas tropas da coalizão", declarou Ahern.

A Alemanha deu mais uma vez sinal de que pretende se envolver no processo de formação de forças de segurança iraquianas, sem, no entanto, enviar tropas à região. A mesma posição continua também sendo defendida pela França.

Bush e Ahern falaram ainda durante o encontro do processo de paz no Oriente Médio, acentuando a necessidade de um impulso na chamada "rota da paz", arquitetada por representantes norte-americanos, europeus, da ONU e Rússia – os membros do chamado Quarteto do Oriente Médio.

Protestos nas ruas

Na noite da última sexta-feira (25), mais de dez mil pessoas foram às ruas da capital irlandesa Dublin em protesto contra a política norte-americana para o Iraque. Em Shannon, cidada próxima ao local onde se reuniram os chefes de governo da UE e Bush, houve uma passeata com mais de 1200 participantes.

Como parte de um dos esquemas de segurança mais rígidos da história do país, quatro mil policiais e dois mil soldados das Forças Armadas estiveram presentes na região que circunda o Castelo Dromoland, sede do encontro.

Da Irlanda, Bush segue para a Turquia, onde participa do encontro de cúpula da Otan, que começa nesta segunda-feira (28). Antes de deixar o país rumo a Istambul, o presidente norte-americano conclamou a UE a admitir a Turquia o mais rápido possível como membro permanente do bloco.

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