1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

UE e Chile fecham acordo de livre comércio

Associação prevê livre circulação de mercadorias nas duas direções, liberalização total do setor de serviços e joint ventures na área pesqueira.

default

Bandeira do Chile

A União Européia (UE) e o Chile concluíram, nesta sexta-feira (26), as negociações de um acordo de livre comércio, iniciadas em 1999. O anúncio foi feito pelo comissário europeu de Comércio, Pascal Lamy, e a ministra chilena das Relações Exteriores, Soledad Alvear, no final da décima rodada de negociações, que durou onze dias, em Bruxelas.

O acordo será assinado em meados de maio, durante o encontro de cúpula dos chefes de governo da América Latina e da União Européia, em Madri. Depois disso, ele ainda precisa ser ratificado pelos 15 países-membros da UE e pelo Chile.

O tratado prevê a liberalização do comércio entre a UE e o país latino-americano, no valor de € 8,6 bilhões. Os europeus compram do Chile, principalmente, produtos agrícolas, e vendem máquinas e produtos químicos para os chilenos.

Os prazos de liberalização das exportações serão mais curtos para a UE do que para o Chile. No setor agrícola, a abertura mútua dos mercados ocorrerá em etapas, nos próximos dez anos.

Mercosul - Pascal Lamy disse que o acordo é a conseqüência política de "uma associação muito ambiciosa. Ele incorpora uma área de livre comércio, um diálogo político e aspectos de cooperação extensiva'', afirmou.

Um dos poucos detalhes revelados do acordo determina que as empresas chilenas renunciem ao uso de marcas de produtos associadas a nomes geográficos da Europa.

A associação entre o Chile e a UE vai um passo além do acordo negociado entre a UE e o Mercosul. Além da livre circulação de mercadorias nas duas direções, prevê a liberalização total do setor de serviços.

Pesca - Na polêmica questão da pesca, ficou acertada uma redução das taxas de importação de ambas as partes e o incentivo à formação de joint ventures entre empresas européias e chilenas.

Na avaliação de Pascal Lamy, a liberalização comercial que a União Européia (UE) terá com o Mercosul será menor do que o pacto firmado com o Chile. "O nível de compromisso ou liberalização não será o mesmo, porque o Chile é tradicionalmente muito mais aberto no comércio do que o Mercosul'', declarou.