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Mundo

UE e Berlim cobram conferência de paz

A União Européia e a Alemanha saudaram o plano dos Estados Unidos para a criação, em etapas, de um Estado palestino, mas exigiram uma conferência internacional de paz, que Bush parece ter engavetado.

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Joschka Fischer: só os palestinos podem destituir Yasser Arafat

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, disse que abriu-se, pela primeira vez, a perspectiva de criação de um Estado palestino, mas discordou de uma das condições exigidas por Bush. "Só o povo palestino pode decidir sobre a substituição do presidente Yasser Arafat", disse o político alemão do Partido Verde, acrescentando que uma decisão dessa não pode ser imposta de fora.

O grande problema, segundo Fischer, é que Israel não reconhece mais o presidente palestino como interlocutor e isto praticamente inviabiliza uma solução política para o conflito no Oriente Médio.

No discurso que fez na Casa Branca na segunda-feira (24), Bush condicionou o apoio dos EUA à criação de um Estado palestino à substituição de Arafat por uma nova liderança, reformas da Autoridade Nacional Palestina e a eleição de um novo Parlamento palestino com plena autoridade legislativa até o fim do ano. Tal plano levaria a um Estado palestino provisório dentro de 18 meses e o Estado permanente em três anos, segundo fontes de Washington.

O chefe da diplomacia alemã disse ter visto o plano de Bush como um engajamento claro e determinado dos EUA pela paz no Oriente Médio e como "abertura de uma primeira perspectiva de um Estado palestino". Ele destacou que, caso os palestinos façam reformas democráticas rápido, a criação de um Estado palestino independente terá apoio total de Washington e dentro de três anos poderá se concretizar a visão de dois Estados na região – um palestino e outro israelense - e uma paz completa.

Conferência Internacional

O ministro alemão e o encarregado da política externa e de segurança da UE, Javier Solana, destacaram a necessidade urgente de uma conferência internacional de paz para o Oriente Médio, idéia que a Casa Branca parece ter engavetado. "A conferência pode dar uma dinâmica adicional às reformas exigidas pelos EUA, UE e a ONU", disse Fischer. Solana afirmou ser "mais necessário que nunca" a realização em breve da conferência que o quarteto, formado pelos EUA, UE, ONU e Rússia, combinou com os governos árabes.

Em seu encontro de cúpula no último fim de semana, em Sevilha, os chefes de Estado e de governo da UE prometeram seu apoio à Autoridade Nacional Palestina. Nesta terça-feira, Solana lembrou que a UE declarara a sua disposição de apoiar a realização de eleições livres e limpas nos territórios palestinos para que o povo tenha a possibilidade de eleger o seu governo. "Nós deveríamos empreender todos os esforços políticos para garantir as condições certas para eleições democráticas", disse Solana, acrescentando que "assim como os israelenses, os palestinos também merecem ajuda para reconstruir a sua economia e instituições.

As declarações de Solana foram apoiadas pelo presidente da Comissão Européia (órgão executivo da UE), Romano Prodi, e o comissário competente para as questão do Oriente Médio, Chris Patten. Um porta-voz no quartel-general da UE em Bruxelas disse que Prodi quer discutir o discurso de Bush na cúpula dos sete países mais ricos e a Rússia (G-8), que começará nesta quarta-feira (26), no Canadá.