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Mundo

UE e Alemanha rejeitam renegociação da dívida grega

Comissão Europeia afirma que bloco não aceitará programa de governo do premiê Alexis Tsipras sem restrições. Berlim insiste que termos do programa de ajuda devem ser cumpridos.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reagiu nesta segunda-feira (09/02) às exigências de uma renegociação do pacote de resgate ao país, feitas pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

"A Grécia não pode partir do princípio de que o humor geral mudou tanto na Europa que a zona do euro admitiria o programa de governo de Tsipras sem restrições", disse Juncker.

Tendo em vista a cúpula da União Europeia (UE) desta quinta-feira, o presidente da comissão se mostrou cético de que já se chegará a decisões definitivas sobre a Grécia.

Ao apresentar seu programa de governo no domingo,

Tsipras rejeitou uma continuidade do resgate financeiro

europeu ao país, que chegou a 240 bilhões de euros, e insistiu num acordo com credores para ganhar tempo até meados deste ano.

Ele afirma que Atenas precisa de um empréstimo-ponte até junho, quando então voltará a negociar com a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O governo alemão também insistiu nesta segunda-feira que o que foi acordado com a Grécia deve ser cumprido. "Continuamos sendo da opinião de que o programa [de ajuda e reformas] deve ser concluído como o que foi acordado", disse uma porta-voz do Ministério das Finanças.

Segundo a porta-voz, todas as questões envolvendo a Grécia, incluindo a proposta de Tsipras de um empréstimo-ponte dos credores internacionais, serão discutidas pelos ministros das Finanças da zona do euro. O Eurogrupo realizará nesta quarta-feira uma reunião extraordinária sobre a Grécia.

Após o discurso de Tsipras no domingo, as ações da bolsa de Atenas registraram queda acentuada nesta segunda-feira. O índice Athex caiu 5,38%.

LPF/afp/dpa/rtr

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