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Mundo

UE e Alemanha irritadas com ameaças dos EUA ao Iraque

Solana chama Bush à reflexão e critica expressão "Eixo do mal". Fischer diz que aliança antiterror não é carta branca. Em Ramallah, alemão coloca-se à disposição para tentar novo cessar-fogo entre palestinos e Israel.

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Fischer e Arafat cumprimentam-se ao conversarem em Ramallah

A União Européia está cada vez mais irritada com as declarações dos Estados Unidos que tentam associar o Iraque ao terrorismo internacional, especialmente com o grupo Al Qaeda. Segundo o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, até agora Washington não apresentou qualquer prova de ligação entre o terrorista Osama bin Laden e o regime de Saddam Hussein.

Diante das ameaças de atacar o Iraque, o encarregado de Política Exterior da União Européa, Javier Solana, conclamou o governo George W. Bush à reflexão sobre seus passos na luta contra o terrorismo. O espanhol criticou a expressão "Eixo do mal", usada por Washington para referir-se ao Irã, Iraque e Coréia do Norte.

O alemão Fischer lembrou ainda que a coalizão internacional contra o terrorismo não é um carta branca para invasões em qualquer país. O primeiro-ministro da Espanha, José Maria Aznar, que preside atualmente a UE, mostra igualmente distanciamento das últimas posições norte-americanas.

Fischer reafirma Arafat como máxima autoridade palestina

O ministro alemão do Exterior reuniu-se, neste sábado, com o presidente palestino, Iasser Arafat, neste sábado em Ramallah. Após o encontro, Fischer concluiu que os atuais conflitos entre israelenses e palestinos só terminarão com a mediação de terceiros. Ao mesmo tempo, o vice-chanceler alemão reafirmou reconhecer Arafat como autoridade máxima dos palestinos. "Enquanto houver líderes eleitos de ambos os lados, a União Européia irá relacionar-se com eles", disse Fischer.

O ministro verde colocou-se novamente à disposição para mediar um cessar-fogo. "Estamos prontos para ajudar", disse Fischer. Arafat respondeu esperar que os esforços do alemão pela paz na região tenham sucesso, lembrando que a primeira tentativa fracassou. Em junho de 2001, após um atentado palestino suicida em Tel Aviv, o ministro do Exterior negociou um armistício, que no entanto durou pouco.

O último dia da viagem do político verde pelo Oriente Médio – em quatro dias, esteve no Egito, em Israel e na Palestina – foi mais uma vez ofuscado pela violência. Neste sábado, mais três palestinos foram mortos por tropas israelenses, num campo de refugiados na Faixa de Gaza. Na Cisjordânia, um líder do grupo radical Hamas morreu na explosão de um carro-bomba. Três crianças ficaram feridas. Palestinos acusam Israel pelo atentado. Os atuais conflitos já duram 16 meses.

Após sua viagem pelo Oriente Médio, o ministro Joschka Fischer embarcou rumo ao Afeganistão, com escala no Uzbequistão.

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