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Economia

UE desconfia de déficit italiano

União Européia busca medidas contra falsificação do déficit público. Após descobrir que a Grécia apresentou dados falsos durante um longo tempo, UE suspeita agora da veracidade de relatórios orçamentários da Itália.

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Ministro italiano das Finanças, Domenico Siniscalco (dir.), nega manipulação de dados orçamentários

Assim como a Grécia, pode ser que a Itália tenha apresentado a Bruxelas dados falsos sobre seu déficit orçamentário. Segundo a Comissão Européia, que se mostrou "preocupada" com esta possibilidade, não se trataria, no entanto, do mesmo tipo de problema encontrado nos relatórios gregos.

Os índices de déficit orçamentário que Atenas comunicou à UE entre 1997 e 2003 eram mais baixos que os reais. Se tivesse apresentado os dados corretos, a Grécia não teria sido aceita entre os países a adotarem o euro. O pacto de estabilidade do euro estipula um limite máximo de 3% do PIB para o endividamento público dos países que adotam a moeda única européia.

Uma das maiores dívidas públicas da UE

No caso da Itália, a Comissão notou que o endividamento público não baixou tanto quanto o previsto. Com uma dívida pública de 106% do PIB, a Itália continua sendo o país com um dos maiores déficits orçamentários da União Européia. O ministro italiano das Finanças, Domenico Siniscalco, negou que os números fornecidos por Roma sejam incorretos.

Durante o encontro dos ministros das Finanças da UE, ocorrido nesta terça-feira (7/12), em Bruxelas, o alemão Hans Eichel foi cuidadoso em sua avaliação das suspeitas, ressaltando que o caso requer um "esclarecimento minucioso". Eichel afirmou se recusar a propagar fatos ainda não comprovados.

Mais empréstimos que o permitido

De acordo com o Financial Times, o déficit orçamentário comunicado oficialmente pela Itália ficou abaixo da quantia que o Estado realmente tomou como empréstimo para financiar as despesas públicas. Desde 1997, a Itália fez mais empréstimos do que permite o pacto de estabilidade do euro, conforme indicam cálculos da Comissão. Estes déficits teriam sido de até 4,3% do PIB em 2001 e de 4,1% em 2003.

Processo contra Atenas confirmado

Quanto à Grécia, os ministros das Finanças reunidos em Bruxelas apoiaram a Comissão Européia em sua decisão de abrir um processo contra Atenas por violação de acordo. Os ministros também criticaram o órgão europeu de estatística Eurostat por ter confirmado os dados fornecidos pela Grécia apesar das questões em aberto. Além disso, a Comissão Européia e o Banco Central Europeu também teriam se omitido diante da necessidade de esclarecimento dos relatórios gregos, acusaram os ministros.

Quanto ao futuro do déficit orçamentário alemão, superior ao limite previsto pelo pacto de estabilidade, o ministro alemão preferiu não adiantar nenhuma informação. A Comissão Européia se posicionará sobre o novo programa de estabilidade alemão na próxima semana. O novo programa elaborado por Berlim prevê que o déficit seja reduzido de 3,75% no ano corrente para 2,9% em 2005.

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