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Mundo

UE descarta cotas para distribuição de refugiados

Durante cúpula em Bruxelas, países europeus decidem que distribuição de 40 mil imigrantes será feita com base na disposição dos Estados-membros em receber os exilados. Medida deverá aliviar situação na Itália e Grécia.

A fim de aliviar a situação na Itália e na Grécia, a União Europeia (UE) pretende distribuir os 40 mil refugiados que se encontram nos dois países entre os demais integrantes do bloco europeu. A distribuição, porém, não será feita a partir de cotas previamente fixadas, mas com base na disposição dos países em receber os imigrantes.

A questão foi discutida na noite desta quinta-feira (25/06), primeiro dia da cúpula que reúne chefes de Estado e de governo da UE em Bruxelas. Na declaração conjunta, líderes estabelecem a questão como prioridade, e afirmam que os milhares de refugiados "claramente precisam de proteção internacional".

Detalhes sobre a quantidade de pessoas cada país receberá ao longo dos próximos dois anos devem ser definidos até o fim de julho.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, apelou para a solidariedade dos países, a fim de que o problema dos refugiados seja abordado "de forma conjunta na Europa, para que o peso não fique apenas nas costas dos gregos, italianos e malteses".

Já o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, reforçou a necessidade de reforçar o combate à imigração ilegal. "Quem não for um refugiado legítimo, não terá garantia alguma de que poderá permanecer na Europa", disse.

Apelo incisivo

Durante o encontro, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, foi incisivo no apelo para que os Estados-membros da UE ajudem o país a buscar uma solução para os milhares de refugiados que desembarcam na costa italiana. Segundo fontes, Renzi chegou a dizer que quem não estiver disposto a dividir a responsabilidade "não tem o direito de ser chamado de europeu".

"Se essa é a sua ideia de Europa, guarde-a para você. Ou nos mostre solidariedade ou não gaste nosso tempo", afirmou Renzi aos 27 participantes da cúpula. Por fim, o premiê italiano saiu satisfeito do encontro por o termo "voluntário", relacionado à disposição dos países em receber os imigrantes, não ter sido incluído no documento final.

Há duas semanas, houve tensão na fronteira entre a Itália e a França envolvendo centenas de refugiados, impedidos de entrar em território francês.

No ano passado, 219 mil pessoas cruzaram o Mar Mediterrâneo e desembarcaram na costa europeia – um recorde. Neste ano, até agora, este número já chega 100 mil, e calcula-se que pelo menos 2 mil perderam a vida na viagem, feita na maioria das vezes sob péssimas condições. Boa parte dos refugiados vem da Eritreia, Somália e Síria, entre outros países.

Crise na Grécia

Os participantes deste primeiro de dois dias de cúpula em Bruxelas chegaram a discutir sobre a crise na Grécia, tema de um encontro de ministros de Finanças da zona do euro, horas antes, que fracassou.

Durante entrevista coletiva em Bruxelas, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que a nova rodada de negociações com os ministros, marcada para o próximo sábado, será decisiva para os gregos.

Merkel sublinhou ainda que o prazo para Atenas evitar um default está cada vez mais apertado. A Grécia está a quatro dias de ter que honrar um compromisso de 1,6 bilhão de euros com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

MSB/dpa/rtr/afp


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