1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

UE critica política alemã sobre direitos de emissão de poluentes

Para Comissão Européia, governo alemão foi generoso demais em conceder direitos à indústria para emitir gases do efeito estufa. Resultados da conferência do clima são criticados na Alemanha e elogiados pela UE.

default

Bruxelas promete cortar 'presentes' para poluidores

A Comissão Européia deverá rejeitar os requerimentos dos governo alemão para conceder à indústria do país direitos adicionais de emissão de dióxido de carbono (CO2), informou a revista Der Spiegel , neste sábado (18/11).

No âmbito do comércio de certificados do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM), iniciado em 2005, o Ministério alemão do Meio Ambiente teria concedido mais direitos de emissão de gases do efeito estufa a fábricas e centrais elétricas do que combinado com Bruxelas.

Pela legislação em vigor na Alemanha, centrais termelétricas a carvão mineral são bem mais fomentadas por estes direitos do que centrais energéticas a gás. De acordo com cálculos das organizações ambientalistas Deutsche Umwelthilfe, Bund e Greenpeace, a generosidade do governo alemão permitiria às operadoras de termelétricas a carvão economizar bilhões de euros.

Segundo a Spiegel , o comissário de Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, não concorda com estes presentes e promete frear a política alemã. Diante da resistência de Bruxelas, o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, já sinalizou que pode cobrar parcialmente da indústria – via leilão – os direitos de emissão que forem além dos limites "abençoados" pela UE.

Conferência de Nairóbi

O "não" da UE à política alemã, se confirmado, tornaria mais difícil ao país cumprir as metas do Protocolo de Kyoto e comprometeria a entrada em vigor do comércio de emissões ampliado em 2008. A Alemanha comprometeu-se a reduzir suas emissões de CO2 em 20% até 2012, tomando como base o ano de 1990.

Os 189 países participantes da Conferência da ONU sobre Clima em Nairóbi, encerrada na sexta-feira (17/11), decidiram "observar atentamente" até 2008 a implementação do Protocolo de Kyoto. Com base nisso, pretendem estabelecer novas quotas de emissão dos gases causadores do efeito estufa para depois de 2012.

Houve acordo também sobre a estrutura de um fundo global de adaptação, destinado a arrecadar 300 milhões de euros até 2012, para a instalação de novas estações de meteorologia e a construção de diques mais elevados em áreas sujeitas a inundações.

Avaliações divergentes

A avaliação da conferência pela Alemanha e a UE foi divergente. Sigmar Gabriel considerou o resultado "insuficiente". Como pontos positivos ele destacou apenas a criação do fundo de adaptação e o passo inicial para um fundo de 100 milhões de euros da União Européia, para fomentar as energias renováveis, principalmente na África.

Gabriel conclamou os chefes de Estado e de governo a "reativarem a diplomacia climática" em 2008, quando a Alemanha assume a presidência rotativa da União Européia e do G-8. A meta é negociar um acordo sucessor do Protocolo de Kyoto.

A UE mostrou-se satisfeita. "O encontro trouxe progressos sólidos. As novas iniciativas aprovadas ajudarão os países em desenvolvimento a se adaptar às mudanças climáticas e a impedir efeitos negativos", diz um comunicado divulgado neste sábado (18/11) pela presidência finlandesa da UE, em Helsinque.

A organização ambientalista alemã Bund manifestou-se frustrada com o resultado da conferência. "A ameaça decorrente da mudança climática torna-se cada vez mais dramática, e a diplomacia climática se movimenta à velocidade de lesma", diz uma nota da entidade.

Leia mais

  • Data 18.11.2006
  • Autoria (gh)
  • Imprimir Imprimir a página
  • Link permanente http://p.dw.com/p/9PL2
  • Data 18.11.2006
  • Autoria (gh)
  • Imprimir Imprimir a página
  • Link permanente http://p.dw.com/p/9PL2