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Mundo

UE confirma ajuda financeira para o Afeganistão

A União Européia anunciou que este ano irá contribuir com 550 milhões de euros para a reconstrução do Afeganistão, dos quais 80 milhões sairão do Ministério da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha.

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A ministra alemã Wieczorek-Zeul com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai

A ajuda financeira total será de 3, 4 bilhões de euros, conforme anúncio feito nesta segunda-feira (21/01), em Tóquio, por representantes dos credores internacionais, que participam de uma conferência de dois dias para tratar da reconstrução do Afeganistão. A União Européia fará a doação mais alta, destinando este ano 550 milhões de euros, dos quais 80 milhões sairão do Ministério da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, conforme informação divulgada pela ministra Heidemarie Wieczorek-Zeul, presente ao encontro.

"Eu acredito que a conferência irá atingir seu propósito, contribuindo para o sucesso do regime de transição do Afeganistão", declarou Wieczorek-Zeul. Para os próximos quatro anos, o governo alemão estima uma ajuda total de 320 milhões de euros. Antes do início da conferência, a Alemanha havia sido um dos primeiros países a anunciar que colocaria dinheiro à disposição, com o objetivo de apoiar o programa de trabalho do governo de transição do Afeganistão.

Entre 2002 e 2006, a União Européia pretende contribuir com cerca de 1 bilhão de euros, com o intuito de "acabar com o longo sofrimento da população", segundo frisou o comissário das Relações Exteriores da UE, Chris Patten. Aliás, a maior parcela da ajuda européia virá justamente da Comissão da UE, que colocará à disposição 200 milhões de euros somente este ano.

Os emissários de mais de 60 países da comunidade internacional credora estarão reunidos até terça-feira em Tóquio com representantes do Banco Mundial, do Programa de Desenvolvimento da ONU e do Banco de Desenvolvimento da Ásia para estabelecer um plano de apoio à reconstrução do Afeganistão.

Ajuda a longo prazo

Presente à conferência em Tóquio, o presidente do governo de transição do Afeganistão, Hamid Kasai, alertou quanto aos perigos de que o país possa voltar a se tornar uma fonte de instabilidade para o mundo, caso a comunidade internacional não ofereça uma ajuda financeira estável.

"Eu me apresento a vocês como cidadão de um país que durante 20 anos não conheceu nada além da guerra, brutalidade e devastação", declarou Karsai nesta segunda-feira perante representantes de mais de 60 países e 20 organizações, lembrando que o Afeganistão encontra-se em ruínas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, disse em seu discurso que "ajudar o Afeganistão é ajudar a si próprio". De acordo com estimativa da ONU, o Afeganistão precisará de um apoio financeiro da ordem de 10 bilhões de dólares, nos próximos cinco anos.