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Mundo

UE condena ataques russos à oposição síria e defende solução política

Ministros do Exterior da União Europeia exigem que Rússia cesse bombardeios à oposição moderada na Síria e use sua influência para possibilitar solução política para a guerra civil.

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Ministros da Hungria, Peter Szijjarto, da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e de Luxemburgo, Jean Asselborn

Os ministros do Exterior da União Europeia (UE), em reunião nesta segunda-feira (12/10) em Luxemburgo, condenaram com veemência os ataques aéreos realizados pela Rússia na Síria a alvos que não sejam posições do "Estado Islâmico" (EI) e apelaram a Moscou para que utilize sua influência política no país árabe para possibilitar uma solução política para o conflito.

"Os ataques militares da Rússia que vão além do Daesh [nome em árabe para o EI] e outros grupos designados pela ONU como terroristas, e que visam também grupos moderados de oposição, são extremamente preocupantes e devem cessar imediatamente", diz uma declaração conjunta dos ministros.

"A escalada militar arrisca prolongar o conflito, solapando o processo político, agravando a situação e aumentando a radicalização", afirmam os ministros.

A UE vem tentando alcançar uma linha política comum para lidar com os quase cinco anos de guerra civil na Síria. Um acordo interno se tornou ainda mais urgente com o aumento do fluxo de refugiados sírios rumo à Europa.

O debate gira em torno de qual seria a melhor forma de atingir dois objetivos: a condução de uma transição política que aborde também as raízes do conflito e as formas de derrotar militarmente o EI.

Em busca de uma solução política

As duas semanas de bombardeios russos complicaram ainda mais a situação. Moscou afirma que seus alvos são o EI e outras organizações terroristas, mas países ocidentais denunciam que os ataques aéreos de Moscou atingem principalmente grupos rebeldes apoiados pelo Ocidente, ao mesmo tempo que fortalecem o regime do presidente Bashar al-Assad.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, comentou nesta segunda-feira que a intervenção russa é algo "muito mais complicado do que simplesmente dizer se é positiva ou negativa". Ela acrescentou que as ofensivas "devem ser coordenadas, caso contrário arriscam ser extremamente perigosas, não apenas do ponto de vista político, mas também militar".

A UE insiste que Moscou trabalhe em favor de uma transição política na Síria, com o apoio da ONU. Entretanto, os países do bloco se dividem sobre como essa transição deverá ocorrer e qual seria o papel de Assad nesse processo.

Alemanha, Espanha e Reino Unido defendem que o presidente sírio tenha algum papel no processo de transição, enquanto França e outras nações afirmam que ele deve se afastar antes que qualquer medida seja tomada.

Ao final, os países da UE concordaram que "não é possível haver paz duradoura na Síria sob a atual liderança", formulação que deixa em aberto a possibilidade de Assad ter um papel numa transição de poder.

Assad "não poder ser parceiro" na luta contra o EI

Os Estados-membros da UE, porém, parecem concordar que Assad não deve participar da luta contra o EI, enquanto a Rússia defende que o regime deve ser incluído numa ação militar contra os extremistas.

A declaração dos ministros do Exterior da UE afirma que, "como consequência de suas políticas e ações, o regime de Assad não pode ser um parceiro na luta contra o Daesh".

Os ministros apelam "àqueles que exercem influência nas partes envolvidas, incluindo o regime sírio, para que usem essa influência para encorajar um papel construtivo no processo que deverá conduzir à uma transição política e para acabar com o ciclo de violência".

A Rússia deve "pressionar por uma redução da violência e pela implementação de medidas de fortalecimento da confiança por parte do regime sírio".

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