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Mundo

UE concorda em dar última chance a Bagdá

A União Européia saudou a intenção dos inspetores de armas da ONU de prosseguir e intensificar os seus trabalhos no Iraque, como última chance para evitar uma guerra.

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Joschka Fischer (esq) com o colega do Egito, Ahmed Maher: uma guerra desestabilizaria o Golfo

Permanece a meta de um desarmamento eficiente e completo de armas de destruição em massa no Iraque, diz uma declaração conjunta dos ministros das Relações Exteriores dos 15 países-membros da UE. Ela foi aprovada em Bruxelas, nesta segunda-feira (27), antes do chefe da Comissão de Inspeção de Armas da ONU, Hans Blix, apresentar o seu relatório ao Conselho de Segurança em Nova York. A declaração não condena uma possível guerra dos Estados Unidos para desarmar o Iraque, com ou sem aval das Nações Unidas.

"A UE apóia a ONU nos seus esforços pelo cumprimento completo e urgente de todas as resoluções importantes do Conselho de Segurança", diz a declaração conjunta dos chefes da diplomacia comum européia. Ela adverte, ao mesmo tempo, que esta é a última oportunidade de solucionar o conflito por meios pacíficos. Os ministros não definiram, porém, o tempo que deve durar o trabalho dos inspetores.

Concessão americana facilitou

Depois que o chefe do Departamento de Estado dos EUA, Colin Powell, admitiu a concessão de mais tempo para os inspetores de armas, não foi difícil para Alemanha e França conseguirem a adesão da Grã-Bretanha e da Espanha à nova tentativa de uma solução pacífica para o conflito. Os quatro reuniram-se primeiramente sozinhos e seu consenso serviu de base para a declaração conjunta de todos os 15 países-membros, que se conferenciaram a seguir. Mas desde o início não se esperava um consenso da UE sobre o tempo que deve ser concedido à comissão da ONU.

O ministro alemão, Joschka Fischer, deixou claro que a UE vai reforçar as pressões para o Iraque cumprir a resolução da ONU que o obrigou a eliminar suas armas de destruição depois da Guerra do Golfo, em 1991. "O Iraque tem de saber que não existe mais espaço para manobras táticas", advertiu o chefe da diplomacia alemã, em Bruxelas, pouco antes da apresentação do relatório ao Conselho de Segurança em Nova York.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se declarou, enquanto isso, igualmente favorável ao prosseguimento das inspeções, em conversa ao telefone com o premiê britânico, Tony Blair. Putin já havia apoiado a posição alemã, em conversa com o chanceler federal, Gerhard Schröder. O chanceler russo, Igor Ivanov, já havia dito que não há motivo para Washington deflagrar uma guerra contra o Iraque.

Faltou firmeza

Não se esperava uma posição categórica da UE contra uma ação militar isolada dos Estados Unidos no Iraque, como fizeram Alemanha e França. Mas Fischer se declarou satisfeito, "pois a Alemanha sempre desejou uma posição da UE favorável a mais tempo para as inspeções de armas".

A agenda do encontro dos 15 ministros das Relações Exteriores da UE por si só mostrava a falta de firmeza dos países-membros como um todo: apoio ao trabalho dos inspetores da ONU, às decisões do Conselho de Segurança e renovada exigência para que Saddam Hussein cumpra as resoluções sobre o desarmamento do seu país. Mas deve haver uma nova resolução e como seria um novo plano de trabalho dos inspetores da ONU?

Alemanha e França exigiram antes do encontro que fosse dado mais tempo a eles. Paris urgiu até para que toda a UE se pronunciasse contra uma guerra. O aliado incondicional dos EUA, a Grã-Bretanha, apoiava e apóia uma guerra mesmo sem aprovação do Conselho de Segurança. A Espanha não tinha uma posição firmada e balançava entre os aliados britânico e americano.

Vizinhos temem turbulências

O ministro alemão, Fischer, foi a Bruxelas também para relatar aos colegas europeus a sua visita à Turquia, Egito e Jordânia, no último fim de semana. Nas conversas com os líderes dos três vizinhos do Iraque, ele recebeu apoio unânime à cobrança alemã para Bagdá cooperar mais com os inspetores, a fim de evitar uma guerra. Os vizinhos do Iraque temem conseqüências devastadoras de uma guerra para toda a região, como avalanche de refugiados, deslocamento de fronteiras e turbulências políticas e econômicas.

Muitos vizinhos do Iraque encontram-se num dilema, porque têm relações estreitas com os EUA, sobretudo a Turquia como membro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Seu governo e população são contra uma guerra, mas os EUA querem usar as bases turcas para um ataque ao Iraque, como já fizeram na Guerra do Golfo. A Jordânia também se recusa a ceder suas bases e quer garantir a sua segurança com mísseis de defesa antiaérea Patriot.

Fischer e seus parceiros turcos e árabes de conversações disseram temer que uma guerra desestabilize toda a região do Golfo e afirmaram que não podem fazer nada mais além de apelos. A decisão sobre guerra ou paz será tomada em Nova York ou Washington.

Usuários da DW são pela paz

A grande maioria dos usuários do site brasileiro da Deutsche Welle apóia a posição da Alemanha contra uma guerra dos EUA para desarmar o Iraque. Das cem respostas à nossa enquete, 78% são contra uma intervenção militar. 68% acham que uma guerra não resolveria problema algum e 10% concordam que os inspetores da ONU devem ter mais tempo para o seu trabalho no Iraque. 15% são a favor de uma guerra, sendo 13% no caso de o presidente Saddam Hussein não renunciar e 2% se forem descobertas armas proibidas no país. Para 7% é indiferente, porque os EUA farão mesmo o que quiserem.

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