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Mundo

UE com fronteiras mais controladas

Enquanto líder do Partido Verde defende regularização de imigrantes ilegais aos moldes da Espanha, cinco ministros do Interior da UE discutem em Paris como fechar ainda mais as fronteiras externas do bloco.

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Em entrevista ao diário Frankfurter Rundschau, a líder do Partido Verde, Claudia Roth, defendeu a política adotada pela Espanha em relação aos imigrantes ilegais. "Acho correto oferecer às pessoas uma condição legal e perspectivas para o futuro. Tais regras de legalização são sinais positivos de uma política de integração, que contribuem para restringir o mercado negro de trabalho e relações de emprego baseadas na exploração", afirmou Roth.

A possibilidade de adotar regras semelhantes na Alemanha é vista pela própria líder verde como distante da realidade. Tais procedimentos esbarram, em primeiro plano, na postura do ministro alemão do Interior, Otto Schily. Durante reunião com seus colegas de pasta da França, Itália, Espanha e Reino Unido, em Paris, o ministro alemão discutiu na última quinta-feira (12/05) medidas que levam a um acirramento da política de imigração e a um controle mais rígido das fronteiras externas da UE.

"Segurança do cidadão"

Na reunião em Paris, organizada pelo ministro francês do Interior, Dominique de Villepin, os ministros discutiram o que Schily chamou de medidas para "melhorar a segurança de nossos cidadãos". Entre estas estão a criação de uma polícia comum, responsável pela patrulha das fronteiras externas dos países do bloco. Além disso, os ministros afirmaram a necessidade de unificar as regras acerca de expedição de vistos nos países da UE.

Um acirramento visível no combate à imigração ilegal no continente é a intenção dos ministros de retomar a curto prazo o controle de fronteiras entre os países que fazem parte do Acordo de Schengen.

"Mais dinâmica"

Os representantes dos países reunidos afirmaram ainda que devem intensificar os controles de entrada de estrangeiros que entrarem na UE por navio, ônibus ou trem. A cooperação entre os Estados, nas palavras do ministro Schily, deve trazer "mais dinâmica" para França, Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido, sem servir, no entanto, de regra para a UE como um todo.

Não apenas a Alemanha, mas também a França revida com veemência a adoção de uma regularização de imigrantes ilegais aos moldes do que foi feito por Madri. Para cidadãos de países como Bielo-Rússia, Colômbia ou Mali, o governo francês passou a expedir vistos exclusivamente contendo dados biométricos. O argumento é o de que o procedimento evita que pessoas oriundas destes países entrem como turistas na França, joguem seus documentos fora e não possam, desta forma, ser extraditadas.

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